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Especiais Selectus nº 6475

França – DOP lácteos: um belo resultado em 2021 e apreensão para 2022

DOP/França – Com mais de 258.000 toneladas comercializadas em 2021, os volumes de queijo, manteiga e cremes com Denominação de Origem Protegida (DOP) aumentaram 4,4% na comparação com 2020 e cresceram 15% em dez anos.

Fonte: Fonte: Mon-Cultivar - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Elisa Michelet on Unsplash
França – DOP lácteos: um belo resultado em 2021 e apreensão para 2022

Esse bom desempenho foi revelado na recente assembleia geral do Conselho Nacional de Denominações de Origem Láctea (CNAOL), entidade que congrega 51 DOP Lácteas.

Em matéria de valor também, os sinais são verdes: o faturamento (DOP e IGP) foi estimado em € 2,6 bilhões na produção e maturação, ou seja, um sexto dos produtos de grande consumo das empresas francesas de laticínios.

Se em dez anos, o mercado de DOP láctea evoluiu, e também passou por mudanças significativas, lembra o CNAOL, que reafirma o aumento da participação dos queijos de fazenda e elaborados a partir de leite cru entre os DOP:

- 9% dos queijos DOP de hoje são queijos feitos em fazenda, ou seja +23% de aumento em relação a 2011;

- 40 das 46 queijarias com certificação DOP reivindicam uma parte da produção agrícola;

- três denominações são exclusivamente denominações rurais;

- mais de 78% dos queijos DOP são fabricados também com leite cru, ou seja 21% mais que dez anos atrás;

- 28 queijos DOP são elaborados exclusivamente com leite cru;

- 18 queijos DOP oferecem uma versão de leite cru, uma de leite pasteurizado e uma de pasteurização lenta. 

O frágil equilíbrio

Em um ano, os encargos com o rebanho, transformação, maturação não param de aumentar, destacou o CNAOL: “De fato, os preços dos alimentos para o rebanho subiram de 50 a 80%, energia, insumos da produção, bem como os salários representam quase 50% dos custos de processamento de alguns produtos DOP”.

Junte-se a isso as consequência da seca de primavera e verão que podem levar à falta de forragens para passar o inverno, e 12 DOP leiteiras já solicitaram modificação temporária das especificações. Nas próximas semanas, mais da metade deverão recorrer a este mecanismo.

Se a primeira consequência palpável desta situação é a queda na produção de leite durante o verão, o CNAOL está preocupado com o risco de descapitalização em rebanhos leiteiros que impactarão de forma duradoura a produção. “É urgente tomar medidas, porque o que está em jogo hoje em nossos terri´torios é simplesmente a manutenção de homens e mulheres que vivem desses territórios", disse Hubert Dubien, presidente do CNAOL e produtor de leite nas montanhas de Forez.   

Acesse aqui a matéria na íntegra

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