Argentina – As exportações de lácteos registram altas significativas
Exportações/AR – O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) elaborou um boletim sobre as exportações de produtos lácteos correspondente ao período de janeiro a julho, incluindo alguns dados provisórios de agosto, com informações do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC).

Na hora de analisar a distribuição das exportações por grande itens, em função do valor total em dólares, de janeiro a agosto de 2022, os analistas encontraram: 50,6% para o leite em pó; 22,8% para os queijos em seus diferentes tipos; 17,5% para os outros produtos (doce de leite, manteiga, soro, etc) e 9,1% para produtos confidenciais (lactose, caseína, iogurtes, etc).
A variação inter mensal das exportações foi de +17,5% em volume e de +18,2% em valor (ago/22 x jul/22). No entanto, a variação interanual foi -6,3% em volume e +8,88% em valor (ago/22 x ago/21).
O OCLA destacou que de março a julho (exceto maio) houve crescimento significativo interanual nas exportações em volume (menores dificuldades logísticas) e obviamente em valor pelo aumento dos preços internacionais. No entanto, em agosto houve uma baixa em relação ao ano passado pelos menores preços internacionais e a maior incidência dos direitos de exportação (DEX) e a defasagem cambial.
Dados reveladores
Em equivalente leite, as exportações cresceram 10% e representaram de janeiro a agosto de 2022, 26,4% da produção total.
O preço médio de exportação por tonelada foi de US$ 4.013 para os oito primeiros meses do ano, o que representou crescimento de 21,8% em relação a 2021. No caso particular da categoria Leites em pó, o preço médio foi de US$ 3.989/tonelada, 21% acima em relação a igual período do ano anterior.
O ranking de países para onde foram as exportações (em dólares) ficou assim: Argélia (27,9%), Brasil (24%), Chile (8,6%), Rússia (5,5%), China (3,8%), Perú (3,5%), Arábia Saudita (2,6%) e Estados Unidos (2,5%).
Tendência
O gráfico mostra a tendência crescente no volume e quantidade de exportações da Argentina. “Continuando a tendência do primeiro semestre do ano, 2022 baterá o recorde de exportações de lácteos em equivalente litros de leite, rondando 3 bilhões”, destacou a OCLA. E, em relação ao volume (toneladas de produtos) e divisas em dólares, a expectativa é de que em 2022 as exportações estejam muito perto dos recordes de 2011 e 2013.
A situação de preços atuais do mercado internacional, de US$ 3.600 a US$ 3.800 a tonelada para o leite em pó integral, pela presença dos DEX e uma grande defasagem cambial, gera um poder de compra muito abaixo dos preços atuais ao produtor: 48,50 o litro de poder de compra contra um preço de 55,50 pesos/litro valor que estará sendo pago em setembro (ambos estimados pelo OCLA).

















