As condições climáticas continuam castigando a produção de leite na Oceania
Leite/Oceania – Pelas expectativas das indústrias de laticínios, a produção de leite teve um desempenho menor nesta nova temporada até agora, pois a volatilidade das condições climáticas prejudicou as pastagens e acrescentaram mais desafios para a produção de leite.

Agricultores de todas as regiões relatam os mesmos problemas, queda da produção de leite. No entanto, as previsões meteorológicas preveem condições mais secas depois de ter registrado o inverno mais chuvoso de todos os tempos, afetando todas as regiões do país, em algum momento. Os agricultores aguardam a normalização do clima para ver se haverá crescimento das pastagens, já que a umidade estará proporcionando condições ideais.
Um relatório divulgado recentemente, indica que as exportações totais da Nova Zelândia foram as maiores para um mês de agosto, com alta de 102% nos envios de leite em pó integral (WMP).

Na Austrália, apesar das condições climáticas favoráveis em muitas regiões na última temporada, o volume de leite de 2021-22 caiu, e o país continua registrando declínio na temporada 2022-23. As projeções da indústria são de que não haverá aumento no volume de leite. Embora o preço ao produtor tenha alcançado o maior nível de todos os tempos, as preocupações com a escassez de mão de obra e o aumento dos custos desafiam a confiança dos agricultores. Com a desaceleração da produção de leite, o mercado exportador australiano também está sob pressão pois reflete no processamento de commodities lácteas. Menos leite, menor produção. Isto alimenta a competição entre as indústrias, o que resulta no elevado preço ao produtor, como relatado anteriormente. Esta situação reduz as margens da indústria, que ficam ainda mais comprometidas diante da queda nas cotações das commodities lácteas no mercado internacional.

















