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Especiais Selectus nº 6467

Uruguai - Mudança de tendência na Fonterra e um conflito que prejudica toda a cadeia láctea

Leite/UR – No último evento da Fonterra o resultado foi positivo, devendo ser ressaltado a “importante mudança de tendência” que ocorreu na terça-feira, 20, mas também em 6 de setembro.

Fonte: Fonte: TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Bella H. por Pixabay
Uruguai - Mudança de tendência na Fonterra e um conflito que prejudica toda a cadeia láctea

A recuperação ajuda no preço, mas “são valores 25% abaixo dos que eram praticados quatro ou cinco meses atrás”, destacou Alejandro Pérez Viazzi, diretor da Conaprole.

Este aumento “era esperado porque o mercado estava um pouco mais ávido” e “a queda dos preços se explica, em parte, pela saída da China, que está comprando percentuais muito abaixo do habitual”.

Ou seja, a queda de preços “não foi o aumento da oferta, mas retração da demanda”.

A mudança de tendência, que ocorreu nos dois eventos de setembro, 4,9% e 2%, “seguramente ajuda para que os clientes comecem a olhar no longo prazo”.

Quando o preço cai, os clientes compram mais barato esperando que a tendência continue. Mas, com essa alteração de rota, "seguramente irão ao mercado adquirir maiores volumes”, porque estão prevendo a possibilidade de que se mantenha a tendência de alta.

De qualquer forma “é muito difícil fazer previsões”, embora “não existam razões pelas quais esta leve tendência de alta vá mudar e voltar a cair, ainda que situações políticas e outros conflitos alheios à oferta ou à demanda terminem afetando os preços”.

O CONFLITO ATENTA CONTRA O TRABALHO E CONTRA TODA A CADEIA LÁCTEA

Com o ressurgimento dos conflitos com os trabalhadores, Pérez disse que o atual “não tem nada a ver” com os operários da Conaprole, “mas nos impacta''. Espero que em algum momento os sindicatos expliquem, pois o que eles fazem é prejudicar seu próprio trabalho”.

No setor lácteo “de cada 4 dias trabalhados, 3 são para exportação”, e vender para o exterior “exige uma competência muito grande”. Aos clientes “não lhes interessa se temos conflitos, se está chovendo ou se os custos são altos, eles exigem produtos de altíssima qualidade como os da Conaprole e em condições adequadas”.

“Por isso, gerar problemas quando é difícil abrir mercados, quando é difícil conseguir navios de transporte para levar a mercadoria ao destino e competir no exterior, é atentar contra seu próprio trabalho, contra toda a cadeia que é integrada por produtores, transportadores, distribuidores, e demais elos”.

Este conflito é pontual “se dá com uma empresa que parte de seu trabalho é distribuir sorvetes para a Conaprole, mas não tem nada a ver com o conselho de salário e o conflito que encerramos pouco mais de um mês atrás na indústria de laticínios”, explicou.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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