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Especiais Selectus nº 6465

A inflação do setor lácteo não deve desaparecer no curto prazo

Inflação – Os preços dos produtos lácteos industrializados estão alcançando atualmente níveis muito elevados, concretamento € 3.540/tonelada para o leite em pó desnatado e € 7.500/tonelada para a manteiga, o que representa incrementos de 45% e 85%, respectivamente ao longo de um ano.

Fonte: Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Alana Harris on Unsplash
A inflação do setor lácteo não deve desaparecer no curto prazo

As tendências recentes são um pouco diferentes entre os produtos. O preço da manteiga segue aumentando constantemente, enquanto o do leite em pó desnatado teve ligeira queda.

No contexto atual os preços elevados dos produtos lácteos estão relacionados com a fraca evolução da produção nas principais bacias leiteiras dos países exportadores do mundo, de acordo com a entidade que representa o setor lácteo da França, CNIEL. Nos últimos 12 meses, a produção de leite caiu nos Estados Unidos da América (EUA) e na União Europeia (UE) em torno de 0,5%, e mostrou queda mais acentuada, superior a 4% na Nova Zelândia. No caso da França, a captação de leite caiu 1,6% desde o início do ano, como consequência do aumento de 20% dos custos nos últimos 12 meses, segundo o índice de preços de compra de insumos para produção agropecuária.

A CNIEL destaca que os custos aumentaram ao longo de toda a cadeia. As atividades de captação, processamento e distribuição foram afetadas pela elevação dos preços da gasolina do diesel, mas também pelo aumento das embalagens: +16% para plásticos e +28% para embalagens cartonadas em um ano.

O preço médio do leite de vaca convencional em junho passado na França foi de € 426/1.000 litros, ou seja, 84 € ou 25% mais que em junho de 2021, segundo os dados da FranceAgrimer. Este contexto inflacionário também afeta os produtos lácteos vendidos no varejo. A variação de preços ao longo do ano variou entre 6 e 13%, dependendo do tipo de produto.

As tensões geopolíticas e a seca que atinge a França, mas também muitas regiões do mundo, lamentavelmente  reforçam a tendência inflacionária nos próximos meses, sem que haja muita visibilidade sobre quanto tempo vai durar e qual intensidade terá, disse o CNIEL.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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