Reservas de café no Brasil se aproximam dos mínimos históricos
La Niña – As reservas de café no Brasil, o maior produtor mundial, se aproximam dos mínimos históricos e, em março do ano que vem, podem cair para sete milhões de sacas de 60 quilos, quando o nível ideal é entre 9 e 12 milhões.

A Bloomberg informou que a queda na produção deste tipo de grãos no Brasil está agravando a escassez mundial, e ameaça com um maior aumento de preços. As reservas da variedade arábica nos depósitos portuários controlados pela bolsa estadunidense ICE Futures se encontram em seu nível mais baixo em 23 anos.
Enquanto isso, a demanda mundial de café continua aumentando e tudo indica que, em 2022, superará a oferta, pelo segundo ano consecutivo.
As reservas “são tão baixas que inclusive se no próximo ano houver uma boa colheita, o Brasil dificilmente terá café suficiente para satisfazer a demanda”, lembrou Nelson Carvalhaes, membro da diretoria do grupo exportador brasileiro Cecafé. “Só esperamos que chova”.
O panorama não é muito promissor, posto que se espera que as condições climáticas causadas pelo fenômeno La Niña continuem durante vários meses mais, provocando mais seca no Brasil e excesso de chuvas na Colômbia, o segundo maior produtor mundial de café. O clima adverso também poderá afetar a produção de café na Guatemala, Honduras e Nicarágua.
A escassez da oferta global fez com que o valor dos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York tenha aumentado 11% interanual. “Os preços globais seguirão subindo e a incerteza sobre a oferta brasileira é uma das principais razões”, comenta o analista econômico do Rabobank, Guilherme Morya.
Importantes marcas como Starbucks e Jacobs já aumentaram os preços de seus produtos em resposta à pressão inflacionária.
















