Uruguai – Falta leite e atraso na adoção de tecnologias
Leite/UR – No dia 29 de agosto foi lançado em Río Negro o projeto Cuencas Lecheras [Bacias Leiteiras], que conta com a participação do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), o Instituto Nacionado Leite (Inale), e o Departamento de Planejamento e Orçamento (OPP) e as Comunidades de Río Negro, Florida, Salto, Soriano e Paissandu. A iniciativa não descarta, mas busca abrir novas fazendas leiteiras.

O presidente do Inale, Juan Daniel Vago, disse que a cadeia de valor do leite é “estratégica para o país, pois gera muitos empregos, e é a que mais multiplica por dólar investido”, dentre outras vantagens.
“Sem dúvida, é um problema a falta de leite”, e focando no trabalho surge “um fato: produtores de todos os porte têm rendimentos muito bons, outros mais ou menos e outros ruins”. Existem pequenos produtores de 80 a 100 vacas que “com bom trabalho e bons resultados, assim como outros de maior escala”. É um mito acreditar que os pequenos são ineficientes.
Diante deste cenário surgiu esta inquietação por parte das comunidades da região que abarca o projeto.
O Inale executa o projeto Cuencas Lecheras, mas os recursos sairão do MGAP, da OPP e dos governos locais.
O objetivo é “trabalhar de forma contínua durante 3 anos com produtores familiares”, oferecendo “assistência técnica”.
“É um grande desafio” que consiste em “adotar tecnologia, sobretudo para produtores familiares, para retê-los no campo para que não continuem desaparecendo. É ajudá-los tecnicamente, mas também fazer planejamentos e propostas para irem ao banco pedir crédito. Tem como objetivo reter esse grupo familiar” com os chamados projetos no território.
Esta é mais uma ferramenta, entre várias outras, e “a ideia de descentralizar e fazer projetos por regiões é muito boa”, acrescentou.
















