GDT Pulse – Realizado o segundo evento, mantendo a tendência de queda do WMP
GDT Pulse – O segundo GlobalDairyTrade Pulse (GDTp) realizado em 23 de agosto de 2022, mostrou que o preço do leite em pó integral (WMP) permanece com a tendência de queda.

Foram negociadas as 1000 toneladas de WMP ofertadas, para 20 compradores, em 7 rodadas, com duração de 20 minutos.
No primeiro GDTp, realizado em 09 de agosto de 2022, o WMP foi cotado a US$ 3.425/tonelada, indicando que a tendência era de baixa em relação ao GDT 313 anterior, quando a média de preços do WMP havia sido de US$ 3.544/tonelada.
No GDT seguinte, o 314, efetivamente a tendência de queda foi confirmada e a cotação média do WMP foi para US$ 3.417/tonelada.
O valor médio de venda do segundo GDTp foi de US$ 3.385/tonelada representando queda de 0,9% em relação às cotações do WMP no GDT 314 da semana anterior, e redução de 1,2% na comparação com o primeiro GDTp.
Desde o início de agosto que o valor do WMP na comparação interanual está em queda. No GDT 314, a redução em relação ao evento correspondente de 2021 foi de 3,8%, e a cotação no 2º GDTp foi 4,7% na comparação com a cotação da commodity nesta mesma época do ano passado.
O GDTp foi criado para acompanhar a tendência de preços nas semanas em que não houver o Evento GDT.
Historicamente, as cotações são mantidas em queda durante os meses de setembro e outubro, pois representa o período de maior oferta de leite, e a produção da Nova Zelândia se encaminhando para o pico que ocorre em outubro. Entretanto, no ano passado, isso não aconteceu, e a partir de setembro a cotação das commodities lácteas negociadas no GDT começaram a subir, impactadas pela queda da oferta.
Este ano, existe a possibilidade de ocorrer uma ou outra tendência.
Pressionam os preços para cima a menor produção de leite em todo o mundo, inclusive na Nova Zelândia, com a umidade excessiva de inverno, e inundações em diversas regiões. Já do outro lado, existe a inflação que se alastra por todos os países, comprometendo o poder de compra dos consumidores, que nessas circunstâncias procuram reorganizar as compras eliminando produtos mais caros e de maior valor agregado. Isso atinge em cheio os produtos lácteos, que estão sendo um dos grandes responsáveis pela inflação dos alimentos, principalmente na Europa.
A China, a maior importadora mundial de lácteos, por um conjunto de razões, se distanciou das volumosas compras de produtos lácteos no GDT, como ocorreu no ano passado. E, isso, é mais um motivo que reforça a expectativa de que os preços sejam mais fracos no resto do ano, como sinalizou o resultado do segundo GDTp.

















