Uruguai – Sindicato da indústria de laticínios dobra a aposta
Conflito/UR – A Federação dos Trabalhadores da Indústria de Laticínios (FTIL) não deu o braço a torcer em meio ao conflito salarial com a câmara das empresas, e anunciou novas medidas para os próximos dias, entre elas, paralisações surpresas esta semana, tendo como base mínima quatro horas por trabalhador.

A operação padrão continua e no dia 1º de julho a entidade fará uma assembleia em Fray Bentos para analisar as medidas tomadas e as que irão tomar. Enrique Méndez, integrante da FTIL, informou a El Observador que na ocasião será discutido acerca das ações em relação ao mercado externo.
O sindicato havia anunciado que entraria em contato com embaixadores de países para os quais o Uruguai exporta produtos lácteos para apresentar-lhes as reivindicações da indústria local. Méndez explicou que no marco deste conflito as medida vão ‘de menos para mais” e que, no caso de tomar ações em relação ao mercado externo, solicitarão reuniões com diplomatas para alertar sobre as mesmas. As comunicações com esses atores ainda não começaram.
Os sindicatos se concentrarão a partir de 8:30 horas na sede da Câmara da Indústria de Laticínios do Uruguai (CILU), segundo anunciaram, e as atividades serão paralisadas para poder participar da mobilização e “se necessário” irão parar por 24 horas, detalhou o comunicado.
De 4 a 8 de julho entregarão panfletos e pintarão muros em diferentes regiões no interior do país e na região metropolitana.
“Continuamos perdendo salários”
Méndez disse que decidiu endurecer as medidas sindicais porque os trabalhadores ainda não tiveram respostas a respeito de suas reivindicações, “continua sem solução no Conselho de Salários e estamos perdendo dinheiro”, afirmou.
Semanas atrás o Ministério do Trabalho e Seguridade Social (MTSS) apresentou à federação uma proposta de acordo salarial com a CILU, mas a mesma foi recusada pelos trabalhadores. Sobre isso, Méndez afirmou que “a proposta é quase igual à anterior, e com a redação idêntica, ou muito parecida com o comunicado da CILU”.
Atrasos e desabastecimento
É provável que continuem os atrasos na entrega de produtos ao comércio e talvez haja desabastecimento nos mesmos, disse o trabalhador.
Assegurou que a FTIL faz todo o possível, “como sempre” para não haver perdas ou atrasos na entrega de leite fresco e que ele seja assegurado à população.
















