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Especiais Selectus nº 6396

Crescimento das bebidas vegetais podem ir de mãos dadas com os lácteos

Amigos – Esqueça vegetais x lácteos. As duas categorias não são exclusivas, e o crescimento do setor de alternativas vegetais vem sendo realizado por consumidores que compram os dois segmentos, revela Givaudan.

Fonte: Fonte: Dairy Reporter – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de congerdesign por Pixabay
Crescimento das bebidas vegetais podem ir de mãos dadas com os lácteos

Os lácteos procedentes de plantas têm uma enorme oportunidade de crescimento sem ocupar totalmente o espaço dos lácteos, e os consumidores de leite vegetal, também consomem lácteos de leite. Essa foi a fala da casa de sabores suíços Givaudan, durante o evento FoodNavigator’s Protein Vision.

As alternativas aos lácteos são um dos maiores e mais dinâmicos espaços da categoria vegetais, com os leites liderando o caminho. A indústria de lácteos vegetais gerou vendas globais de mais de US$ 20 bilhões em 2021, dos quais US$ 18 bilhões vieram do leite vegetal, de acordo com a pesquisa da Euromonitor Internacional.

Pesquisadores do Reino Unido estimam que um terço dos consumidores compram leites vegetais, sugerindo que eles fazem parte da escolha dos compradores.

O mercado global de lácteos vegetais está previsto crescer 13,6%, de acordo com a Givaudan, e que testemunha grande inovação em ingredientes e aplicação em vários segmentos como iogurtes, cremes para café e pastas.

Mas é difícil separar lácteos das alternativas vegetais para os consumidores. Eles simplesmente coexistem.

“Temos adotado uma abordagem que reforça essa nossa percepção”, disse Laurence Minisini, Gerente da Givaudan Consumer & Market Insights. “Lácteos vegetais terão um futuro brilhante ao lado dos lácteos. Em muitos casos os vegetais e lácteos não se excluem: ao contrário. As pessoas diversificam seu consumo e desfrutam de um e de outro”.

Com base em uma pesquisa com 3.000 consumidores com idades entre 18 e 64 anos do Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Minisini observou que flexitarianos ou redutores lideram o crescimento das alternativas ao leite, enquanto que compradores veganos permaneceu baixo – em torno de 3% - nos últimos anos.

De acordo com a Givaudan, 72% dos consumidores usam alternativas aos lácteos (esse número é maior entre os jovens), com 69% deles consumindo em casa, os dois, alternativas e lácteos, simultaneamente.

“Esses 69% são os consumidores que normalmente compram as bebidas vegetais e o leite ao mesmo tempo em casa e definitivamente a grande maioria não muda completamente dos laticínios para as alternativas, mas alternam o seu uso”, disse Minisini. “Também vejo que algumas pessoas, quanto mais consomem leites vegetais, também consomem mais lácteos de leite”.

A chave é o sabor

Porque isso importa? Embora o paladar das alternativas aos lácteos tenha melhorado sensivelmente nos últimos anos, ainda há muito o que fazer. Por exemplo, no Reino Unido, em 2020, somente 43% estavam verdadeiramente satisfeitos – ou seja, o sabor e a indulgência continuam sendo fundamentais.

Somente cinco, em sete consumidores, acreditam que as alternativas possuem o mesmo sabor que os lácteos, disse a gerente de Alternativas aos Lácteos da Givaudan, Catherine Bayard. “Ainda há muito o que melhorar em torno da saciedade, sensação na boca e riqueza”, disse ela.

Nem todos vêem um futuro brilhante para as alternativas e os lácteos

Mas, Sara Berger, CEO da marca Sproud de leite de ervilha, discorda que o crescimento dos lácteos e das alternativas sigam de mãos dadas.

“Isso é uma novidade para mim”, disse ela no evento Protein Vision. Ela disse que o público jovem quer uma total reinvenção do setor de alimentos, com foco em comida sustentável e de baixa pegada de carbono.

“Temos um relacionamento estreito com nossos consumidores e uma interação intensa nas redes sociais, e a sustentabilidade é extremamente forte entre esse grupo jovem”.

Há uma necessidade de divulgar mensagens críveis acerca do meio ambiente e sensíveis aos consumidores, observou Kishan Vasani, Co-Fundador e CEO da Spoonshot, fornecedora de dados para a indústria de alimentos e bebidas.

Ele disse que os consumidores frequentemente ficam confusos com os muitos fatores que são tratados em nome da ‘sustentabilidade’, incluindo aqueles relativos às mudanças climáticas, emissão de carbono, produtos com alegações como vegano ou orgânico, e aspectos como desperdício, reciclável e livres de plástico.

“Existe a necessidade de unificar os termos para tornar as mensagens sobre sustentabilidade claras, mais transparentes e compreensíveis. Por exemplo, as mensagens de carbono que são vistas nas embalagens, muitas vezes são inúteis. Um produto pode mencionar que a marca salvou 10.000 bolas de praia de CO2. Como isso é entendido pelo consumidor?  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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