Argentina – No vermelho: as fazendas não conseguem cobrir os custos
Custos/AR – A rentabilidade de uma fazenda leiteira média foi para o terreno negativo em abril, interrompendo resultados positivos por 13 meses consecutivos, nos quais os estabelecimentos conseguiram, pelo menos, superar os custos de produção.

Os produtores de leite ficaram no vermelho com o preço de AR$ 43,68 (US$ 0,385) recebido em abril, para um custo de produção estimado em AR$ 44,71 (US$ 0,395), de acordo com cálculos do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA).
Ficaram muito longe de alcançar a rentabilidade de 5%, cifra que torna o negócio sustentável.
Para chegar a esse limiar, o preço do leite ao produtor deveria ser de AR$ 51,31/litro (US$ 0,453).
Em outras palavras, a cada litro de leite produzido, o produtor perde, em média, AR$ 1,00, e para chegar à rentabilidade de 5%, deveria receber pelo menos AR$ 8 a mais.
“A taxa de rentabilidade média caiu em abril de 2022 para -0,5%. No mês anterior a taxa foi de 0,4% e de 0,9% um ano atrás”, destacou o OCLA.
Custos em alta
O principal problema para os produtores de leite é a forte elevação dos custos: em abril dispararam 10% em relação a março, e durante o ano acumulam aumento de 31,3%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, os custos subiram 62,1%.
“Estas variações indicam claramente que os custos de produção tiveram uma aceleração nos primeiros quatros meses do ano, e sobretudo no último mês, depois dos reajustes nos preços dos concentrados, fertilizantes, agroquímicos e combustíveis, entre outros”, resumiu o OCLA.
O problema é que a alta dos custos supera por vários pontos o preço do leite ao produtor, de acordo com dados do Departamento Nacional do Leite.
















