Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 11 de 17/03/2022
Leite/América do Sul – Depois de um forte aumento da produção em 2021, o tempo seco e quente começa a prejudicar algumas bacias leiteiras da América do Sul.

Alguns analistas estão preocupados com a possibilidade de a produção não atender às expectativas. Embora chuvas recentes tenham deixado as temperaturas sazonais mais amenas, melhorando a umidade do solo e o conforto animal, as pressões econômicas criadas com as margens sendo reduzidas pelos custos crescentes criam dificuldades financeiras para os produtores. A colheita de soja do Brasil foi revisada para baixo. No Paraguai a seca pode transformar o país em importador líquido de soja, deixando de ser exportador. Com rendimentos mais baixos os custos de alimentação para os produtores de leite aumentam. Além disso, as pastagens e o crescimento lento do capim não sustentam uma forte produção de leite nas principais bacias leiteiras da América do Sul. Embora os preços de mercado do leite em pó tenham subido recentemente, os rumos do mercado permanecem incertos. Analistas da América do Sul transmitem grandes preocupações em relação ao mercado global e regional do leite em pó, em decorrência dessas condições adversas de produção além da situação em torno do Mar Negro. O aumento dos combustíveis, desvalorizações de moedas e dificuldades econômicas relacionadas ao COVID, não tranquilizam. Alguns observadores do mercado relatam aumento da oferta doméstica de leite em pó devido ao atraso dos embarques nos portos, escassez de contêineres e desaceleração da demanda regional.


















