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Especiais Selectus nº 6337

Argentina – A proposta do setor lácteo para evitar aumento das retenções

Retenções/AR – Com o objetivo de evitar que o Governo aumente as retenções no setor lácteo, as indústrias propuseram aumentar o volume de leite destinado ao programa de Preços Controlados, o equivalente a 33 milhões de litros mensais.

Fonte: Fonte: Portalechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Jakob Cotton on Unsplash
Argentina – A proposta do setor lácteo para evitar aumento das retenções

Nas últimas horas o Governo fechou o registro de exportações de óleo e farelo de soja e são esperados anúncios em breve. Enquanto isso, cresce a preocupação em outros setores como o lácteo, cujos preços internacionais também dispararam nos últimos meses, e mais ainda depois da guerra, o que pressiona os preços no mercado doméstico. 

Além disso, os produtos lácteos subiram de valor nas gôndolas dos supermercados desde que houve liberação dos preços máximos, com exceção dos Preços Controlados, que estão muito mais controlados. De fato, em fevereiro houve elevação de 6,5% na região da Grande Buenos Aires (GBA), e o que mais subiu foi o leite em pó integral, 15,8%, segundo o Instituto de Estatísticas e Censos (Indec).

Diante deste cenário, e o temor de que possíveis medidas de endurecimento do comércio exterior, a Infobae indicou que o setor lácteo fez uma proposta para aumentar o volume de leite – através de distintos produtos – para o programa de Preços Controlados. O mesmo fizeram as empresas do setor no ano passado, quando os valores de exportação começaram aumentar. 

Mas hoje, o está US$ 1.000 a mais a tonelada que em novembro de 2021 (subiu de US$ 3.800 para US$ 4.700 o leite em pó integral). Assim a decisão do setor foi realizar um aporte maior para o programa oficial, em troca o Governo assume o compromisso de não fechar as exportações, nem aumentar os direitos de exportação.

As distintas câmaras que agrupam a indústria de laticínios elaboraram uma primeira proposta semanas atrás, que foi recusada pelo secretário de Comércio Interior, Roberto Feletti, por considerá-la fraca. Logo depois ela foi melhorada e apresentada nesta terça-feira em um encontro realizado na avenida Julio Roca 651. Ao término da reunião, fontes do setor afirmaram que não houve resposta definitiva por parte do representante do governo, mas resolveram que as equipes técnicas continuariam trabalhando. Mas a percepção dos participantes é de que foi satisfatória.

“Ficamos de realizar outra reunião para olhar os detalhes. Mas, me pareceu que o volume pedido estava assegurado. Feletti entende que os preços precisam acompanhar a inflação, mas também destacou que o contexto atual é muito especial e precisa ser acompanhado”, disse à Infobae um empresário que esteve presente.

A proposta consiste em abastecer o programa de Preços Controlados com produtos equivalentes a 33 milhões de litros de leite mensais, o que implicaria novos alimentos e marcas no programa, além de mais volume do que os que existem hoje. Com este acordo, o setor pretende que o Governo lhes permita aumentar o preço dos produtos que não estejam nos Preços Controlados, que continuam com uma defasagem importante em função dos custos, e que não existam “surpresas”, com o mercado exportador. Quanto às retenções, o leite em pó hoje é tributado em 9%, enquanto a taxa para os outros produtos é de 4,5%.

A tensão nos preços não somente se explica pela elevação do preço internacional, a maior demanda da China e Argélia, e pela guerra, mas também pela época do ano em que há menor produção de leite. Pior ainda, as altas temperaturas de janeiro fizeram com que a produção de verão fosse menor. De qualquer forma, a indústria reafirma que nunca houve desabastecimento do mercado interno e que os níveis de consumo per capita se encontram estáveis e acima da média. Em 2021, foram consumidos 186 litros de leite por habitante, frente 183 no ano anterior.

Em relação à elevação dos preços, o presidente do Centro da Indústria Leiteira (CIL), Ercole Felippa, disse a Feletti na reunião, que no ano passado a inflação no atacado dos lácteos foi 18,5% menor que a do varejo, indicando que “talvez esteja sendo exigido muito da indústria quando o foco deveria ser do outro lado”, se referindo às margens do setor comercial.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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