UE – A guerra da Ucrânia deverá impactar o PIB da Alemanha
PIB/UE – Inicialmente previsto em 4%, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha para 2022 foi agora estimado pelo instituto IfW Kiel em 2,1%.

Um freio na retomada econômica do país, atingido pela guerra na Ucrânia. Na França e em outros países da zona do euro, as previsões foram igualmente rebaixadas.
Os anúncios se sucedem e se parecem. Depois do Banco Central Europeu (BCE) para a zona do euro, a Confederação helvética para a Suíça e também do Banco da França para o Hexágono, é a vez do Instituto IfW Keil de antecipar a queda das previsões de crescimento na Alemanha.
O Banco da França também reviu, em 13 de março, as previsões macroeconómicas para 2022 e 2023. Depois de uma forte recuperação em 2021, de 7%, o crescimento do PIB tricolor não deverá passar de 3,4% este ano (-0,2 em relação à previsão de dezembro último) e de 2% no próximo ano (-0,2 pontos) dentro de um cenário dito “convencional”. Este cenário se baseia nas avaliações realizadas em 28 de fevereiro último.
Dentro de um cenário mais “degradado”, o crescimento da atividade poderá ser reduzido para 2,8% em 2022 e 1,3% em 2023. Nesses dois cenários, os choques sofridos pela economia francesa serão significativos mesmo que desapareçam progressivamente até 2024”, resumem as estatísticas.
Em razão do conflito na Ucrânia, o governo suíço também reviu para baixo a previsão de crescimento do PIB de 2022, para 2,8%, contra a taxa de 3% anterior. O grupo de analistas da Confederação helvética, que é responsável pelas previsões conjunturais para o Ministério da Economia, manteve a previsão em 2% para 2023. Alertando, no entanto, para os grandes riscos que pesam sobre a economia mundial a invasão da Ucrânia pela Rússia.
O conflito “afeta a economia suíça que já se recuperou”, insistindo no fato de que a conjuntura interna está em recuperação e o mercado de trabalho continua “uma tendência favorável”. As consequências diretas da guerra deverão ser limitadas para a Suíça, levando em conta a “fraca” “interdependência econômica”, com a Rússia e a Ucrânia.
Na semana passada, o BCE, também, rebaixou o crescimento da zona do euro para 3,7% em 2022 (contra a previsão anterior de 4,2%).
A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, também disse que existem indicações de que haverá uma baixa nas "projeções do crescimento mundial”, sem entretanto, dar números. Estes serão revelados no próximo mês por ocasião das reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial. Em janeiro, a previsão do FMI já havia sido reduzida de 4,9% para 4,4% em 2022.
Em 2021, as economias europeias registraram bons níveis de crescimento, sobretudo depois do mergulho verificado em 2020 em decorrência da Covid-19. O PIB da França subiu 7%, da Itália 6,5%, da Espanha 5% e da Alemanha 2,7%.
















