Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 9 de 03/03/2022
Leite/América do Sul – A produtividade das safras na América do Sul está em nível muito baixo, embora existam relatos de precipitações que podem beneficiar as plantações do Sul do Brasil e Argentina.

Como mencionado em relatórios anteriores, as projeções para a colheita brasileira de feijão sofreram cortes acentuados pela CONAB, a agência governamental que acompanha o andamento de safras. As chuvas atuais mudam um pouco a paisagem do que eram, até bem recentemente, campos secos. Ainda assim, a produtividade de algumas colheitas de feijão já realizadas foi muito baixa devido à falta de umidade.
Os custos de produção e alimentação subiram em 2021, e os produtores de leite da América do Sul enfrentam desafios financeiros nesse início de 2022. E a percepção é de que esses obstáculos não serão superados tão cedo. Além do mais, embora o impacto da pandemia de COVID tenha diminuído na região, o efeito financeiro está longe de acabar ao nível do consumidor final.
Assim como o resto do mundo, a América do Sul olha a situação ucraniana com algum desconforto. O mercado lácteo brasileiro vê com preocupação, mesmo porque sem saber a duração do conflito o futuro comercial continua incerto. Regionalmente, a oferta limitada pressiona os preços do leite em pó que continua mostrando ganhos claros. Agentes do setor dizem que apesar das incertezas locais e globais, a oferta de leite em pó está apertada e a demanda permanece suficientemente estável para manter a alta dos preços.


















