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Especiais Selectus nº 6213

Sobem os preços internacionais dos lácteos, mas...

Preços – O que acontece nas fazendas leiteiras? A Organização Mundial para Alimentação e Agricultura (FAO) publicou na quinta-feira passada os índices dos preços dos alimentos em janeiro de 2022, que registraram uma elevação de 1,1% em relação a dezembro.

Fonte: Fonte: Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva | Foto de capa: Imagem de Gábor Adonyi por Pixabay
Sobem os preços internacionais dos lácteos, mas...

Segundo diz a entidade, uma das razões para a elevação foi o aumento dos preços mundiais dos produtos lácteos. O Índice FAO dos lácteos subiu 2,4% em janeiro, o quinto mês consecutivo de crescimento. Os aumentos mais acentuados ocorreram com o leite em pó desnatado e a manteiga.

Também, no último leilão da Fonterra, no dia 1º de fevereiro, as cotações voltaram a subir. O índice de preços do Global Dairy Trade subiu 4,1%, registrando o preço mais alto dos últimos 8 anos e confirmando uma tendência de alta que se mantém desde os primeiros dias de agosto de 2021. No último GDT, a manteiga subiu 3,3%, o leite em pó desnatado 2,2% e o leite em pó integral 5,8%.

Da mesma forma, o último boletim do leite publicado pela Comissão Europeia (Milk Dashboard), os preços da manteiga, do leite em pó desnatado, do leite em pó integral, do queijo cheddar subiram no mês de janeiro registrando as maiores cotações para um mês de janeiro nos últimos 4 anos, como pode ser visto no gráfico.

Sobem os preços internacionais dos lácteos, mas...

Não deixa de ser surpreendente ver estes números do mercado mundial dos produtos lácteos industrializados, e as fazendas leiteiras fecharem no vermelho. As manifestações dos produtores de leite pedindo preços justos, não ocorrem apenas na Espanha, mas também em outros países da União Europeia (UE). O Instituto Pecuário da França acaba de publicar um boletim no qual destaca que 42% das fazendas leiteiras francesas estão endividadas e sem caixa.

As cifras da evolução da produção de leite nas fazendas constatam a crise de rentabilidade do setor. Na UE, segundo os dados da Comissão Europeia, a captação de leite entre janeiro e novembro de 2021, em comparação com o período imediatamente anterior, caiu 0,2%. É muito provável que essa queda seja superior nos meses seguintes como consequência dos vertiginosos aumentos dos custos de produção.

A tendência de queda na produção não é uma questão da UE. Em outras regiões produtoras importantes ocorrem fenômenos semelhantes. Tal é o caso da Austrália, que de julho a novembro de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior, registrou uma redução de 2,4%. Na Nova Zelândia a queda de junho a novembro de 2021 foi de 2,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.  

Acesse aqui a matéria na íntegra 

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