Argentina – As divisas proporcionadas pela cadeia láctea subiram 17%
Exportações/AR – O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) publicou um boletim sobre as exportações de produtos lácteos com dados consolidados de novembro do ano passado, e dados provisórios de dezembro último.
O trabalho é elaborado pelo OCLA com dados de exportações de produtos lácteos do Instituto Nacional de Economia e Censos (INDEC) (dentro da Nomenclatura Comum do Mercosul-NCM).
As exportações representaram, em 2021, 24,6% da produção total, sendo uma participação menor do que a do ano anterior, 25,3%. No ano de 2021 foram exportados 2,84 bilhões de litros de leite (somente em 2013 e 2006 foram registrados valores similares ou ligeiramente acima do atual, na série histórica).
Também houve crescimento de 5,5% em toneladas de produtos lácteos em relação ao ano anterior, e isso significou 394.092 toneladas. Em milhões de dólares ascendeu à marca de US$ 1.335,1 milhões e isso representou incremento de 17% em relação a 2020.
A distribuição das exportações das grandes categorias em relação ao valor total em US$ de janeiro a dezembro de 2021 foram as seguintes: 47,1% para o leite em pó; 24% para queijos em suas diferentes formas; 19% para outros produtos (doce de leite, manteiga, manteiga, soro, etc); e 9,9% para produtos confidenciais (lactose, caseína, iogurtes, etc).
A variação mensal das exportações foi -2,6% em volume e de -6,6% em valor do mês de dezembro de 2021 em relação a novembro de 2021. Em volume, a variação interanual de dezembro de 2021 foi de +40,2% em volume e de +48,5% em valor (dezembro de 2021 x dezembro de 20202), cabendo recordar que em dezembro de 2020 as exportações foram realizadas em um contexto de muitas dificuldades do comércio com o Brasil.

“As exportações de 2021 ainda foram superiores às de 2020, apresentaram uma forte oscilação mensal devido às várias circunstâncias. Iniciaram muito altas em janeiro, uma vez que as operações para o Brasil de dezembro de 2020 foram postergadas para janeiro. Em fevereiro os negócios foram normalizados, e a partir de março voltaram a subir fortemente com a melhora de preços, e a partir de então, alguns inconvenientes de logística interna (dificuldades nos portos e aspectos administrativos) e externa (disponibilidade de contêineres e navios) que atrasaram as exportações, refletindo nos resultados variáveis entre os meses)”, destacou o boletim do OCLA.
A projeção para 2022, a entidade destaca que “neste chegaríamos a um recorde de 3 bilhões de litros de leite exportados, que não puderam ser concretizados devido às dificuldades logísticas, já que os 150 milhões de litros de leite não exportados para chegar ao recorde, estão dentro dos elevados estoques de leite em pó (umas 15 mil toneladas acima dos de dezembro de 2020)”.
E continua o OCLA: “os quase US$ 1.350 milhões exportados somente foram superados no período 2011-2014, mais pelo preço do que pelo volume. As exportações trouxeram 17% mais divisas para o país em 2021 e cerca de US$ 120 milhões foram recolhidos a título de direitos de exportações e menor ressarcimento de impostos interno, além das liquidações terem sido realizadas com uma defasagem cambial de 25%.
Os destinos das exportações argentinas, medidas em dólares, são: Argélia (27%); Brasil (25%); Rússia (11%); Chile (7%); China (5%) e os restantes 25% são distribuídos em países como Estados Unidos, Peru, Egito, Indonésia, Uruguai e Arábia Saudita entre muitos outros.
















