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Especiais Selectus nº 6298

Argentina – Seca e calor complicam a produção de leite

Seca/AR – A seca está deixando efeitos negativos por todos os lados e o setor lácteo não é exceção. Os dados revelados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) mostram que nos primeiros dias de janeiro foi verificada uma baixa considerável da produção devido ao fenômeno climático.

Fonte: Fonte: Bichos de Campo - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Argentina – Seca e calor complicam a produção de leite

“Com dados de 10 indústrias que compram perto de 40% do leite total produzido na Argentina, pode-se afirmar que a produção nestes primeiros dias de janeiro de 2022 caiu 11% em relação a dezembro de 2021 (com variações que vão de 7% a 13%”, diz o relatório do Ocla.

A perda está bastante relacionada às altas temperaturas do verão, que tiveram sua máxima expressão na onda de calor que ocorreu dias atrás e que levaram muitas preocupações aos produtores. Nas redes sociais eram relatos sobre o estado das vacas e inúmeros pedidos de chuvas, que finalmente chegaram. Foi o caso do produtor e dirigente, Gustavo Augel: “Elas sempre dão o melhor para nós, hoje é um bom momento para demonstrar o quanto as estimamos. Nesta onda de calor, oferecer muita água fresca, sombra, e muito conforto. Cuidemos delas hoje, mais do que nunca, porque é muito lindo vê-las felizes!”, colocou no twitter.  

A questão é que isto se refletiu na menor produção. O Ocla explicou: “Evidentemente as chuvas escassas até o dia 16 e os altíssimos valores do ITH (Índice de Temperatura e umidade) geraram quedas acima da baixa sazonal histórica”.

Depois de esclarecer que “seguramente todas as melhorias nas instalações para o bem-estar animal mitigaram, em parte, o estresse térmico ao qual foram submetidas as vacas na onda de calor”, o Ocla informou que na comparação interanual, a oferta de leite “em janeiro de 2022 está 1,5% menor do que a de janeiro de 2021. Agora, é preciso verificar o impacto das chuvas na captação de leite e como continuarão as temperaturas, para determinar se a queda de janeiro irá superar esse 1,5%”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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