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Argentina – Os preços dos lácteos ficaram 10 pontos acima da inflação

Preços/AR – Ainda que em dezembro os preços dos lácteos tenham tido uma alta menor que o conjunto dos bens e serviços da economia, segundo o Instituto de Estatísticas e Censos (Indec) o balanço anual terminou no sentido contrário.

Fonte: Fonte: Puntal – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de congerdesign por Pixabay
Argentina – Os preços dos lácteos ficaram 10 pontos acima da inflação

De acordo com as estatísticas oficiais, o índice de inflação do mês passado foi de 3,8% e isso resultou no acumulado de 2021 em 50,9%.

Dentro desse valor, os alimentos e bebidas não alcoólicas, em geral, cresceram 4,3% em dezembro, e 50,3% no ano. Mas, leite, produtos lácteos e ovos subiram 3,3% em dezembro e alcançaram 61,3% em todo o ano. Este índice anual varia entre regiões, indo de 46,5% a 61,9%.

Os preços dos lácteos tiveram incrementos importantes nos nove primeiros meses do ano na ordem 60%, se equiparando ou superando ao resto dos índices de inflação no varejo. No mês de outubro houve desaceleração na maioria das categorias, inclusive com queda em algumas delas nos três últimos meses.

“Os preços dos produtos lácteos tiveram uma variação interanual de 61%, quando a inflação no varejo foi de 51%, e a da categoria alimentos e bebidas não alcoólicas aumentou também 50% no ano. O dólar oficial do Banco Central da República Argentina (BCRA) teve uma variação interanual de 23%. Isso indica que os últimos reajustes de preços do mix de lácteos no mercado interno ficaram acima dos índices citados, exceto o principal insumo, o leite cru, que teve aumento de 61%”, destacou o Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla).

Em relação aos distintos produtos analisados pelo Indec, o leite comum integral teve aumento de 1,63% em dezembro, inferior ao mês anterior (descontando a inflação mensal), e se encontra 0,9% abaixo de igual mês do ano anterior.

“Seguindo na análise em moeda constante, o preço, depois de um ano de queda ininterrupta conseguiu reajuste no período fevereiro-julho, freando esse crescimento em agosto e diminuindo de setembro a dezembro (sempre em moeda constante). Ainda assim ficou 14% abaixo da média da série e é 25,9% mais baixo que o máximo alcançado em meados de 2019”, conclui o Ocla.

O que mais aumentou na comparação anual foi o queijo Sardo que mostra incremento de 75,7%, seguido pelo leite em pó integral com 70%. Atrás veio o queijo Pategrás com alta de 68,6% e o iogurte firme com 67,5%. Muitos destes produtos integram a cesta básica de alimentos para a alimentação infantil.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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