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Especiais Selectus nº 6295

Queijos – Porque não se deve eliminar o queijo de sua dieta para perder peso

Lácteos – Milhares de consumidores espanhóis acreditam, erroneamente, que lácteos como os queijos engordam e devem, consequentemente, serem totalmente excluídos de qualquer dieta para perder peso.

Fonte: Fonte: Agronews Castilla y León – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Zan on Unsplash
Queijos – Porque não se deve eliminar o queijo de sua dieta para perder peso

Depois dos excessos das festas do final de ano, milhares de espanhóis voltam para as academias, tentam comer melhor e voltam as dúvidas: Posso comer queijo? Sacrifico este prazer gastronômico para perder uns quilos? O desconhecimento, a desinformação e inclusive algumas correntes sanitárias colocam os queijos na mira, injustamente.

Os queijos são fontes de antioxidantes naturais, proteínas e micronutrientes. E tem mais cálcio do que o leite. Diversos estudos científicos publicados (The American Journal of Clinical Nutrition, Teh Lancet, Advances in Nutrition...) demonstram que a ingestão de queijo não afeta a saúde cardíaca e inclusive reduz enfermidades associadas. Porque então não têm o valor que merecem entre muitos consumidores?

Diante de inúmeras desinformações que proliferam, diferentes especialistas recomendam consumir lácteos de maneira regular, inclusive entre aquelas pessoas que estão na academia nesses primeiros dias de 2022, e querem comer saudável e equilibrado ao longo do ano, deixando para trás as comidas e ceias das festas. E o queijo não é uma exceção no marco de uma dieta rica, variada, equilibrada e a prática de exercício físico regular.

“Alguns tipos de queijo podem ter valor calórico elevado, e não existe razão para serem banidos de nossa alimentação”, destaca Rosa María Ortega Anta, professora em Nutrição e Doutora em Farmácia da Universidade Complutense de Madrid, que sentencia: “Nenhum alimento engorda, como produto isolado, o que leva ao aumento de peso é o total consumido (e não somente em um dia, mas ao longo do tempo), especialmente quando se ingere mais calorias do que se gasta”.

De acordo com Ortega, o queijo “é um alimento valioso”, característico da dieta mediterrânea e, ainda que os mais calóricos devem ser ingeridos em menor quantidade e frequência que os queijos frescos ou outros lácteos, “um consumo racional é totalmente aceitável”. “Com três porções de todos os tipos de lácteos que devemos ingerir, conforme recomendado pelos principais guias de alimentação, pode ser uma boa ideia que alguma delas seja o queijo. Existe uma grande variedade, dos quais podemos desfrutar”, acrescenta.

Diante da preocupação de perder peso devemos escolher, com mais frequência, os lácteos que possuem menos calorias, se bem que “não é necessário optar sempre lácteos desnatados. Além disso, recentes estudos encontraram benefícios para a saúde e para o controle de peso na gordura do leite, não sendo conveniente eliminar a gordura dos lácteos de nossa alimentação”, esclarece.

Por que 3 porções por dia? Quanto de queijo deve ser ingerido?

“Uma dieta equilibrada inclui de 2 a 3 porções de lácteos por dia entre crianças e adultos e 3 a 4 em pessoas com necessidades adicionais, como adolescentes, mulheres grávidas, no período de lactação, idade avançada e os desportistas”, informa Rosa María Ortega. De concreto, uma porção de leite equivale a 200-250 milímetros (um copo), enquanto uma porção de iogurtes se situa em 250 gramas (2 iogurtes). Em relação aos queijos, a porção de um semi-curado ou curado recomendado ronda 30 gramas, e a de queijo fresco chega até a 60 gramas ao dia.

A Organização Interprofissional Láctea (INLAC) recomenda que o queijo pode e deve ser parte de uma ingestão de pelo menos “três porções de lácteos ao dia” (leite, queijo ou iogurte), que é a média que recomendada a Fundação Espanhola de Nutrição (FEN). “Os lácteos fornecem proteínas e carboidratos fundamentais em forma de lactose, além de cálcio, potássio, fósforo, zinco e outros minerais, assim como Vitamina B12 e A. Temos tesouros gastronômicos em toda a Espanha que podem ser benéficos para a saúde”, conclui Ignacio Elola, presidente da INLAC que, entre suas diversas atividades de apoio ao setor lácteo, desenvolve uma campanha de divulgação e informação (Quesea) em torno dos queijos espanhóis.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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