Espanha – Unión de Uniones volta a tomar as ruas
Protestos/Espanha – Os protestos dos pecuaristas da Cantábria continuam semana após semanas. No domingo passado, umas 3.000 pessoas e uns 500 tratores se juntaram no Sardinero (Santander) para apoiar o setor primário da Cantábria. Antes, os tratores haviam percorrido pela cidade pedindo preços justos e condições dignas para o setor.

Em Castilla y León houve a terceira concentração convocada pelas organizações ASAJA e Aliança UPA-COAG, desta vem nas portas da fábrica Lactiber em León, que é uma indústria fornecedora de leite e produtos lácteos para a Mercadona desde 2007. O presidente da ASAJA de Castilla y León, Donaciano Dujo, denuncia“ a defasagem que as fazendas estão enfrentando há meses, está levando ao fechamento em massa da atividade”, e pede ação imediata do Governo. “O ministério precisa inspecionar e punir, porque a indústria passa meses descumprindo a lei da cadeia alimentar ao pagar abaixo dos custos. O senhor Planas espera que todo o setor esteja arruinado e venha todo o leite da França?”
Os responsáveis pela Lactiber receberam os representantes das organizações “ainda não nos convenceram de suas razões, com a desculpa de que é a distribuição, pois quem paga os produtores é a indústria”, destacou o presidente da ASAJA, organização que fixou em € 0,40/litro, o preço mínimo ao produtor, para cobrir os custos de produção.

Nesta quinta-feira a Unión de Uniones voltou a tomar as ruas para exigir um preço justo para os pecuaristas de leite, e tem uma programação para a sexta-feira. A Unión de Uniones lembra a responsabilidade das grandes superfícies na formação de preços, e denuncia que a distribuição sobe de 5 a 6 centavos o preço para o consumidor e nada vai para o produtor. “Não é possível que elevem o preço para aumentar somente seus lucros enquanto o preço ao produtor não cobre o custo de produção”.
As organizações que convocam os protestos estão cansadas da distribuição, que mediante estratégias de marketing pretendem confundir os consumidores, quando o único perdedor na guerra de formação de preços do leite da distribuição é o pecuarista, que não tem poder de negociação, e não tem como repassar seus custos de produção, que aumentaram 30% nos últimos meses.
O setor pecuário de leite tem claro que se não receber um valor que cubra os custos de produção começarão a fazer greve a partir de 11 de janeiro de 2022, e não entregarão o leite.
















