Argentina – “Revolução Silenciosa” aumentou 2,7% ao ano a produtividade
Produção/AR – No setor leiteiro argentino está ocorrendo uma “revolução silenciosa” que promove aumentos substanciais de produtividade com mudanças de paradigma sistêmico.

Em Bichos de Campo faz tempo que falamos a respeito. Mas, quanto o impacto dessa “revolução” é observado nos números, não deixa de surpreender.
Dados oficiais, publicados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) refletem que em apenas dois anos as fazendas que produzem mais de 10.000 litros dia, que representavam 25% da produção nacional, pularam no mês de setembro de 2021 para 29,3% com apenas 5,8% da quantidade total de empresas.

Do lado oposto, 45,8% dos tambos com produção inferior a 2.000 litros diários, respondem, atualmente, apenas por 12,7% de todo o leite argentino. Dois anos atrás esse segmento representava 14,7% da oferta total
Mas o dado mais impactante é que nos últimos treze anos, apesar das enormes dificuldades econômicas e financeiras presentes na Argentina – com uma pandemia pelo meio – o setor leiteiro passou a aumentar a produtividade a uma taxa anual média de 2,7%.

A situação é impactante de 2017 a 2021, quando a taxa de crescimento anual de leite do tambo médio foi de 5,4%. E não é por acaso que esse período coincide com a aceleração da “revolução silenciosa” que vem ocorrendo no setor leiteiro.
Os principais protagonistas do fenômeno são as províncias de Buenos Aires – em primeiro lugar – e Córdoba, enquanto que as outras bacias leiteiras, ainda que contem com alguns casos isolados de empresários excepcionais, ficam um pouco para trás.

Na conjuntura atual, enquanto os sistemas leiteiros “artesanais” vivem cada vez mais em dificuldades, os grandes produtores vão ganhando, ano após ano, em escala e eficiência produtiva com base em sistemas voluntários de ordenha, robotização, galpões que asseguram maior conforto animal em períodos de variações climáticas severas, maior controle e padrão de ração, tecnologias remotas que permitem detectar cio e problemas de saúde de forma individual e força comercial própria ou através de “pools leiteiros”.
















