Irlanda - Yakult e APB Microbiome lançam um guia para o consumidor ligando o intestino ao cérebro
Microbioma – A Yakult do Reino Unido e Irlanda lançaram um guia ligando o intestino-cérebro, em colaboração com a APC Microbiome Ireland, depois de pesquisas revelarem que apenas 29% dos consumidores tinham conhecimento dessa ligação.
O guia, disponível no novo site da Yakult, foi criado em resposta à pesquisa realizada com 2.031 pessoas adultas do Reino Unido (RU) entre 19 e 29 de março de 2021, revelando que existe um vácuo de conhecimento do consumidor.
Desenvolvido por especialistas da líder global de ciência do microbioma e pesquisa que liga intestino-cérebro, a APC Microbiome, o guia explora o que é o eixo intestino-cérebro, como ele trabalha e qual o papel que fatores como estilo de vida, dieta e exercícios têm.
Hiroki Yoshimura, da Yakult RU & Irlanda comentou: “A Yakult tem sempre a missão de proporcionar a alegria e o bem estar através da ciência. Queremos ajudar as pessoas a entenderem que cuidar do intestino e da ligação intestino-cérebro pode trazer benefícios para o bem estar em geral, e também físico, mental e emocional. Estamos orgulhosos de nossa parceria com a líder em pesquisas que ligam intestino-cérebro, a APC Microbiome Irlanda, pois valorizamos as abordagens sustentadas em pesquisas e as recomendações que são compartilhadas conosco em benefício de nossos consumidores”.
O guia informa aos consumidores sobre os diversos tipos de comunicação estabelecidas entre o intestino e o cérebro; às vezes de forma direta, da bactéria para o cérebro, outras vezes as células imunológicas precisam fazer a tradução; além do nervo vago e do fluxo sanguíneo ligarem o intestino ao cérebro.
“O nervo vago conecta seu intestino diretamente ao seu cérebro – pense que é como um sistema interconectado no qual a bactéria de seu intestino usa para se comunicar com o cérebro, e vice-versa. As mensagens passam nas duas direções, mas o fluxo de 90% delas vai do intestino para o cérebro e isso ajuda a controlar nosso apetite e a ingestão de alimentos, criando a sensação de que estamos ou não com fome. As mensagens do cérebro para o intestino, por exemplo, podem controlar o movimento e a quebra do alimento pelo sistema digestivo”, diz um texto do guia.
“Nem todas as mensagens que vão do intestino para o cérebro utilizam o nervo vago – algumas são enviadas através da corrente sanguínea. Quando você faz uma refeição, você também está alimentando as bactérias de seu intestino. Elas adoram alimentos ricos em fibras como grãos, legumes e vegetais. À medida que quebram a fibra, a bactéria de seu intestino produz importantes substâncias chamadas de ácidos graxos de cadeias curtas (AGCC) que são conhecidas por reduzir inflamações do corpo. Os AGCC podem ser absorvidos do intestino pela corrente sanguínea e levar mensagens para o cérebro.
“Nossas bactérias intestinais usam componentes de nossos alimentos, como triptofano das bananas, leite, chocolate, e frango, para fazer importantes substâncias que influenciam o humor, como a serotonina. A serotonina às vezes é chamada de “hormônio da felicidade” pois é um importante neurotransmissor no controle do humor e das emoções. A maior parte da serotonina do corpo humano é produzida no intestino (90%) e também tem um importante papel no funcionamento do intestino e nos movimentos intestinais. Então o triptofano do alimento ingerido afeta tanto o nosso intestino como a função cerebral.
“Mensagens que fluem entre as bactérias intestinais e nosso cérebro podem, às vezes, ser difíceis de entender. Felizmente, as células imunológicas de nosso intestino são muito boas em interpretar essas mensagens e podem traduzi-las em sinais para o sistema imunológico que o cérebro entende. Esses sinais imunológicos traduzidos influenciam nosso humor, nossas emoções e cognição”.
















