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Globalização E Mercosul Selectus nº 6238

Argentina – Exportações agroalimentares em risco pelo colapso logístico marítimo

Logística/AR – O Conselho Agroindustrial Argentino (CAA) alertou que o comércio exterior do país está “enfrentando diversos inconvenientes em matéria de logística marítima que impactam negativamente nas exportações e esta situação está se agravando nas últimas semanas. Além da situação global que condiciona o tráfego marítimo, existem impactos específicos da Argentina”.

Fonte: Fonte: TodoElCampo - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Bernd Dittrich on Unsplash
Argentina – Exportações agroalimentares em risco pelo colapso logístico marítimo

“Toda a carga que a agroindústria argentina exporta” em contêiner e cuja procedência seja as “cadeias de produção e transformação presentes em todas as províncias e, é hoje, o maior gerador de divisas para o país,  atravessa uma angustiante situação com a forte queda do fluxo marítimo até a Argentina”, disse o CAA em um comunicado.

O texto, ao qual TodoElCampo teve acesso, destaca que o “colapso” teve seu início em “uma sequência de transferências de cargas de um navio para outro e para outro...) chegando a atrasos superiores a seis semanas. Continuou com o cancelamento de contratos de fretes entre exportadores privados e armadores, com posterior elevação repentina de tarifas, fazendo com os fretes subissem 3, 4, 5 e até 8 vezes em relação ao valor habitual, que foi por anos referência do mercado. Isto causou perdas vultosas para as empresas exportadoras, já que em maior ou menor escala se operam com cargas futuras e é por isso que existem os contratos de fretes, que  são encerrados à medida que os pedidos de venda são confirmados”.

Importante aumento de custos

As mudanças de valores “afetam severamente os produtos agroindustriais, principalmente aqueles de baixo valor de exportação”, porque o frete, historicamente, representa entre 5% e 10% do valor do custo e frete, e hoje “pode chegar a impactar em uma faixa entre 20% e 50% do valor custo e frete da mercadoria”, adverte a CAA.

Possíveis efeitos retroativos das elevações

É preciso acrescentar que o “mais grave ainda” pode ser o “efeito retroativo, devido a que as novas tarifas são aplicadas a contratos já negociados e, estabelecidas pelos armadores, de forma unilateral”.

Mesmo que os problemas globais existam, “não é razoável a retroatividade de mudanças unilaterais de contratos de fretes aplicadas por alguns armadores”, destaca a CAA.

Exportações agroindustriais já “se encontram paralisadas”

O resultado dessa situação é que “as exportações agroindustriais de vários setores se encontram paralisadas devido à falta de previsibilidade de espaços em barcos assim como os valores flutuantes dos fretes; somando o fato da existência de importantes volumes de estoques de mercadorias já comercializadas que no momento não têm opções de transporte”, menciona a nota.

Apesar da CAA ter mantido encontros com o Governo argentino e outras autoridades vinculadas ao tema, “ a situação tem piorado”, destacou.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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