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Negócios Selectus nº 6209

Perdas dos açougues de supermercados disparam

Perdas - Entre as inúmeras consequências que a pandemia tem causado, uma delas passa pelo consumo de carnes no Brasil, que segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) caiu para o menor nível em 25 anos, por conta do aumento nos preços (+35,68% nos últimos 12 meses, conforme o IPCA-15 divulgado pelo IBGE no mês de maio) e a queda da renda do brasileiro.

Fonte: Fonte: Super Varejo | Foto de capa: Imagem de Norbert Doetsch por Pixabay
Perdas dos açougues de supermercados disparam

Mas além das vendas diminuírem, os supermercados também vêm sofrendo com as perdas no faturamento, que foi de 2,62% em 2020, de acordo com a 21ª Avaliação de Perdas da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados).

As carnes mais furtadas geralmente são as nobres, como por exemplo a picanha, o contra-filé e o filé mignon. No caso do setor supermercadista, as perdas sobre o faturamento bruto em 2020 bateram os R$ 7,6 bilhões, representando um aumento de 1,79%, de acordo com a ABRAS. E se for levado em conta somente o índice de perdas no setor de açougue, o rombo no faturamento das lojas atinge os R$ 200 milhões (2,62%). Detalhe: em 2019 (antes da pandemia), o índice de perdas no setor de açougue das lojas era de 2,51%.

Para que se tenha uma ideia do cenário, no período de janeiro a junho deste ano houve um aumento de quase 1000% no valor nominal das perdas das carnes, na comparação com o semestre anterior, segundo a Gunnebo, empresa de proteção eletrônica para o varejo que utiliza o sistema de monitoramento da Gatecash nas frentes de caixa. E pelo que os números indicam esses prejuízos devem aumentar ainda mais.

“Hoje, a cada 200 vídeos analisados diariamente pelo Gatecash, identificamos dez eventos (5%) do setor de açougue sobre o total registrado, oriundos de erros operacionais, indícios de furtos e desvios dos funcionários. E como as carnes sempre foram apontadas como produtos de alto risco (PAR) devido ao mercado paralelo muito ativo e as particularidades do setor, como a qualidade dos produtos e a sua manipulação, com o agravamento da crise causada pela pandemia, elas se tornam um alvo predileto para desvios e furtos", aponta Vanessa Urbieta, gerente de Produtos da Gunnebo.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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