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Frete marítimo: o gigante Maersk encomenda oito mega navios movidos a metanol

Carbono Zero – Depois de grandes anúncios, as ações se concretizam. Em fevereiro último, o transportador marítimos dinamoarquês AP Moller-Maersk, um líder mundial do setor, anunciou que lançará seu primeiro navio Carbono Zero em 2023, sete anos depois de seu objetivo inicial.

Fonte: Fonte: La Tribune – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Andrey Sharpilo on Unsplash
Frete marítimo: o gigante Maersk encomenda oito mega navios movidos a metanol

E o grupo não pretende parar com este primeiro lançamento para atingir a neutralidade em carbono no mais tardar em 2050. O armador anunciou a encomenda de mais oito navios movidos com biocombustível, que serão lançados em 2024, um projeto pioneiro dentro dessa indústria poluente.

“É o momento de agir, se quisermos enfrentar os desafios climáticos do transporte marítimo. Essa encomenda prova que soluções neutras em carbono estão disponíveis, hoje, em todos os segmentos de navios de carga e que a Maersk se engaja diante do crescente número de clientes que procuram reduzir as emissões de carbono ao longo de suas cadeias de suprimento”, afirmou o presidente da empresa, SØren Skou, durante o anúncio.

3,1% da frota do grupo

Esses grandes navios porta-contêineres, verdadeiros gigantes construídos pela Hyundai Heavy Industries (HHI) e equipados com motor bicombustível, vão transportar cada um cerca de 16.000 contêineres (TEU), o que representa pouco mais de 3,1% do total da frota do grupo. O acordo com a HHI inclui uma opção para quatro embarcações adicionais em 2025.

O grupo, comprometido com a transição ecológica, vendeu em 2017 para a Total sua divisão de petróleo, e espera reduzir com esta nova frota cerca de 1 milhão de toneladas de suas emissões anuais de CO2. Em 2020, ano marcado pela paralisação da economia mundial e pela estagnação do comércio internacional, o grupo registrou queda de 42% de suas emissões.

Um setor poluente...

É preciso dizer que o setor marítimo que, como o transporte aéreo, não foi incluído no Acordo de Paris de 2015, é hoje a fonte de 940 milhões de toneladas de emissões de CO2 por ano, ou 2,5% das emissões globais, e também usa os combustíveis mais poluentes, como combustíveis pesados. Ao nível mundial, o transporte marítimo polui mais que o transporte aéreo, segundo o Instituto Superior de Economia Marítima (Isemar).

Ideias para transformar o setor não faltam. No dia 2 de junho, SØren Skou, o presidente do gigante dinamarquês, propôs a introdução de um imposto sobre o carbono nos combustíveis usados no transporte marítimo. Ele sugeriu taxar cada tonelada de combustível em US$ 450 (€ 369), introduzindo um imposto equivalente a US$ 150 (€123) por tonelada de CO2. 

Acesse aqui a matéria na íntegra

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