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Especiais Selectus nº 6206

Superando os desafios do iogurte líquido rico em proteínas

Iogurtes – Às indústrias de iogurtes líquidos não são estranhos os desafios de qualidade como a viscosidade excessiva, gostos estranhos e texturas arenosas.

Fonte: Fonte: Dairy Reporter – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Sara Cervera on Unsplash
Superando os desafios do iogurte líquido rico em proteínas

Agora, depois de anos de batalha para aprovação do consumidor, surgem novos aliados para resolver os problemas de uma vez por todas – e oferecendo um valor extra para um mercado de alta proteína em expansão contínua.

Os novos amigos são procedentes de duas fontes. Uma é a tecnologia de enzimas, impulsionada pela demanda por mais e melhores produtos lácteos sem lactose com a textura sob medida. O outro é o resultado da busca contínua por culturas de iogurtes ultraleves.

A fusão dessas soluções, enzima e cultura, proporciona às indústrias procurar oportunidades para produzir iogurte e skyr com alto teor de proteínas que atendam a uma infinidade de expectativas do consumidor. Menos açúcar adicionado, mais fibra e produto com rótulo limpo são os benefícios adicionais. Acima de tudo, o sabor e a textura podem ser amplamente aprimorados.

A mãe de todos os problemas

Desde que os iogurtes líquidos enriquecidos com proteínas começaram a aumentar a popularidade, não é segredo que a mãe de todos os problemas é a própria proteína. O efeito espessante limita sua adição em produtos líquidos. O tratamento térmico introduz um risco adicional que é a desnaturação de proteínas, provocando alteração na textura, que fica arenosa.

As indústrias de laticínios possuem um arsenal de enzimas que podem reduzir a viscosidade. Mas o uso de enzimas traz um efeito negativo no paladar. Uma solução deve ser adicionada para mascarar as desagradáveis notas amargas.

Diferenciação sensorial

No instituto de pesquisa IFF, o cientista Jacob Ewert faz parte da equipe que trabalha com a nova geração de enzimas para superar os desafios sensoriais e oferecer maiores oportunidades de diferenciação dos produtos. A fonte inicial de inspiração foi o aumento da demanda de produtos com alto teor de proteínas com redução da viscosidade.

“Sempre que trabalhamos em projetos como este, nosso principal objetivo é remover as limitações das soluções comerciais. Neste caso, focamos no desenvolvimento de uma enzima natural que esteja apta a controlar a viscosidade e a textura arenosa dos produtos enriquecidos com proteínas sem impactos negativos no sabor ou no tempo de fermentação”, disse Ewert.

O resultado é uma ação de protease que possibilita à indústria produzir uma ampla gama de produtos lácteos enriquecidos com proteínas. Usado na produção do iogurte líquido, fornece uma leve sensação na boca e viscosidade sem gosto estranho.

Menos açúcar e mais fibra

O desenvolvimento de novas enzimas lactase para lácteos sem lactose criou novas possiblidade para a diferenção de produtos. Ao liberar os açúcares do leite, glicose e galactose, os processos de modificação da lactose aumentam naturalmente o sabor doce e abrem uma oportunidade para as indústrias reduzirem a adição de açúcar, permitindo declarar no rótulo, sem adição de açúcar ou açúcar reduzido.

Ewert disse que o mais recente avanço na tecnologia da lactase vai além, tornando possível reduzir a lactose e simultaneamente polimerizar a galactose.

“Essa polimerização é natural. Uma unidade de galactose é transferida para outra molécula de lactose, formando os chamados galacto-oligossacarídeos (GOS), que são fibras alimentares. Desta forma as indústrias podem, naturalmente, reduzir o teor de açúcar do iogurte em pelo menos 35% e gerar mais 2% de fibra”.   

De ácido a ultra-suave

Em um momento em que os iogurtes com alto teor de proteínas disputam a atenção do consumidor, as novas enzimas provam ser verdadeiros catalisadores de valor agregado, e funcionam bem com os mais recentes desenvolvimentos de cultura inicial.

A especialista em aplicações e fermentações da IFF, Kirsten Lauridsen, disse que o esforço contínuo por culturas ultra-suaves está por trás de uma solução para a acidez excessiva na produção de iogurte de alta proteína.

“A acidez é um problema frequente em iogurtes com alto teor de proteínas e skyr, simplesmente, devido ao seu teor de proteína muito elevado. Nossas culturas mais recentes adicionam suavidade. Quando falamos sobre culturas para iogurtes líquidos, consideramos também a possibilidade de formação de exopolissacarídeo (EPS). Embora seja uma características bem-vinda em indulgentes, os iogurtes de colher, a formação de cultura em um meio EPS é uma clara vantagem em produtos bebíveis, que devem ser suaves e refrescantes”, disse Lauridsen.

Testes de avaliação sensorial relacionaram a suavidade dessas novas culturas à maior percepção de doçura – é uma outra possibilidade de reduzir o açúcar adicionado. O risco de pós acidificação também é mínimo, garantido um sabor suave e estável ao longo da vida útil.

Um rótulo amigável

No geral, a combinação de novas enzimas lácteas e culturas ultra-suaves elimina a necessidade de mais soluções de mascaramento ou regulação de textura para maximizar o apelo do produto final. Além de um rótulo mais amigável ao consumidor, as indústrias podem esperar uma receita mais simples e maior flexibilidade de produção e rendimento. A fermentação rápida e uniforme, conversão eficiente de lactose e viscosidade sob medida estão nas lista de vantagens.

Em um mercado competitivo, os melhores superadores de obstáculos são os mais fáceis de empregar. A mais recente tecnologia de ingredientes lácteos oferece tudo o que é necessário para atender às necessidades do consumidor em evolução, de forma simples e natural – tornando as grandes experiências sensoriais a constante número um.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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