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Especiais Selectus nº 6205

A demanda da China marcou as cotações do primeiro semestre do ano

Demanda/China – No primeiro semestre, o mercado internacional de lácteos esteve fortemente marcado pela intensa demanda da China, acompanhada pela estabilidade no crescimento da produção das principais regiões exportadoras.

Fonte: Fonte: Inale – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Joshua Fernandez on Unsplash
A demanda da China marcou as cotações do primeiro semestre do ano

Consequentemente sustentaram preços significativamente elevados em relação aos preços históricos.

Nas condições atuais se espera que não haja grande variação nos preços no que resta do ano.

No entanto, existem vários fatores de incerteza que devem ser lembrados.

Em primeiro lugar, existem dois fatores que afetam o mercado internacional de lácteos, em particular o leite em pó: uma desaceleração das importações da China e uma boa primavera na Nova Zelândia.

A análise do Mercado Mundial de Lácteos de janeiro a junho de 2021, feita pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) do Uruguai destacou os seguintes pontos:

- Produção das principais regiões exportadoras cresceu 1%;

- UE: praticamente não houve crescimento na União Europeia (-0,1%);

- EUA: crescimento mais forte nos Estados Unidos da América (+1,9%);

- Nova Zelândia cresceu significativamente (+5,6%) devido exclusivamente a aspectos climáticos, mas durante o período de queda sazonal no final da temporada;

- Austrália: aumento (+5,7%);

- Argentina: aumento (+4%), pelas boas condições climáticas e conforto animal (não houve lama);

- China: à frente da demanda internacional de lácteos, contribui para sustentar os preços internacionais em níveis elevados em relação aos valores históricos (+17% de aumento das importações);

- Brasil: preço ao produtor elevado e menor produção favorecem as importações (+49% de aumento das importações). No ano passado foi um ano de baixas importações. O que explica uma parte do aumento nos primeiros meses de 2021.

Perspectivas

- O comércio internacional de lácteos continua apesar da crise sanitária e econômica mundial;

- A produção pode ter maior desempenho com a aproximação do pico de produção na Nova Zelândia e se esperam boas condições climáticas;

- A China parece estar com bons estoques. A utilização desses estoques poderá diminuir a demanda por importações no segundo semestre;

- É provável que a oferta mundial supere a demanda dos lácteos e os preços sejam pressionados para baixo. Mas não se esperam mudanças significativas no resto do ano;

- No curto prazo existem fatores de instabilidade: nova variante do Covid x avanços na vacinação; pacotes de estímulos; volatilidade do dólar; preços do petróleo; aspectos geopolíticos.

Acesse aqui o relatório do INALE 

Acesse aqui a matéria na íntegra

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