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Especiais Selectus nº 6202

Chile - Setor lácteo avança rumo ao CARBONO ZERO

Chile – Na pré-Summit, a preparação para a Cúpula dos Sistemas Alimentares da Organização das Nações Unidas (ONU) foi apresentada a iniciativa “Pathways to Dairy Net Zero” (Caminho para um setor lácteo Carbono Zero), que é a primeira do tipo, para acelerar a ação contra as mudanças climáticas em todo o setor lácteo mundial.

Fonte: Fonte: Mundo Agropecuario - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Clker-Free-Vector-Images por Pixabay
Chile - Setor lácteo avança rumo ao CARBONO ZERO

“Para o setor lácteo chileno, esta iniciativa nos motiva e é um estímulo para continuar fortalecendo as ações de sustentabilidade que estamos adotando. Trabalhamos estreitamente com a Plataforma Global Dairy e temos a certeza de que é possível reduzir a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do nosso setor, que hoje representa menos de 1% das emissões nacionais, com a meta de chegar ao Carbono Zero. Existe determinação, ações concretas e uma agenda de trabalho entre instituições públicas, centros de pesquisa e o setor produtivo para fazê-lo. “Nós do Consorcio Lechero contribuímos com nossa agenda de Sustentabilidade: o Acordo de Produção Limpa da Indústria de Processamento de Lácteos Sustentáveis; o Padrão de Sustentabilidade para Fazendas Leiteiras; e o projeto de Leiteria Circular, que apresentaremos em breve”, destacou Sergio Niklitschek, presidente do Consorcio Lechero.

“O setor lácteo mundial está criando esta iniciativa inovadora para ajudar a acelerar a ação climática que já está em andamento, enquanto continua proporcionando meio de vida para milhões de pessoas e nutrição para 6 bilhões de pessoas”, disse Donald Moore, diretor executivo da Plataforma Global Dairy.

Um grupo múltiplo de organizações, incluído no setor lácteo mundial e representantes das comunidades científicas e de pesquisa, estão trabalhando juntos para desenvolver metodologias, ferramentas e vias que funcionem para todos os sistemas lácteos. “Pathways to Dairy Net Zero” será lançado oficialmente durante a Cúpula dos Sistemas Alimentares da ONU em setembro próximo e tem como objetivo gerar compromisso na Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, COP26, em novembro.

O setor lácteo chileno avança em distintos projetos, diz Niklitschek, os que contribuíram para conhecer e medir as emissões, como o liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária (INIA), com o qual se somam esforços para que o setor possa chegar à meta de carbono zero.

“Esses desafios somente podem ser superados com a colaboração. Essa é a base da sustentabilidade, na qual a inter-relação de ações e de vontades contribui para gerar avanços concretos. E, no Chile, demos um passo para gerar mudanças que cheguem às metas globais, porque as mudanças climáticas afeta todo o planeta”

Nova pesquisa para orientar a iniciativa

Estão sendo realizadas pesquisas para identificar onde é possível uma ação positiva contra as mudanças climáticas em todos os sistemas e regiões de produção de leite em todo o mundo. O estudo está sendo realizado pela Aliança de Pesquisa Global sobre Gases de Efeito Estufa Agrícolas (GRA), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Colégio Rural da Escócia e o Centro de Pesquisa de Gases de Efeito Estufa Agrícola da Nova Zelândia.

As descobertas preliminares foram:

*É possível realizar mudanças positivas em todos os sistemas e regiões leiteiras. Ainda existe uma ampla variedade de sistemas de produção a nível mundial, existem oportunidades para que todos reduzam a intensidade das emissões de GEE.

*É necessária a colaboração para reduzir as emissões do setor lácteo. Muitos desafios relacionados com o clima, a pobreza e a desnutrição podem ser abordados mediante a adoção das melhores práticas nos sistemas lácteos similares.

*Reduzir o metano pode ser chave para obter resultados rápidos. O metano, um GEE primário produzido pelos ruminantes, tem um vida curta. Como resultado, a maior redução do metano teria um efeito mais imediato sobre o aquecimento.

*Os lácteos já contam com os meios para reduzir uma proporção significativa das emissões. A evidência inicial sugere que as emissões podem ser reduzidas em até 40% em alguns sistemas ao melhorar a produtividade e a eficiência no uso dos recursos.

*A definição de terminologias e objetivos concentrará os esforços para obter melhores resultados

“Nossa análise inicial sugere que um uso mais amplo das tecnologias de mitigação de GEE existentes terá um impacto importante na redução das emissões do setor lácteo no curto prazo, enquanto aguarda o desenvolvimento de inovações”, disse Montgomery, representante especial de GRA. “Esta iniciativa pode, em última instância, atuar como um modelo para outros setores pecuários”, acrescentou.

 Acesse aqui a matéria na íntegra

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