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Especiais Selectus nº 6198

Argentina – Cantora ataca a indústria de laticínios e jovens respondem com dados

Desinformação/AR – A cantora de trap e influencer María Becerra publicou um vídeo em que fala a seus mais de 6 milhões de seguidores sobre alguns supostos usos da indústria de laticínios.

Fonte: Fonte: Clarin – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Rene Hoegee por Pixabay
Argentina – Cantora ataca a indústria de laticínios e jovens respondem com dados

Disse, entre outras coisas, que “a vaca de leite não existe”, que os seres humanos “não precisam do leite além do de sua mãe” e que “a vaca dá leite somente quando está prenha”. Depois afirma que ela é vegana e que gasta muito menos dinheiro com alimentos do que quando não era. Também disse que as fazendas leiteiras maltratam os animais porque inseminam as vacas e depois tiram os bezerros para enviá-los diretamente ao matadouro.

“As vacas de leite são objeto de consumo desde que nascem. São emprenhadas para tirar o bezerro, as conectam com máquinas e as ordenham dia e noite. Ficam em um espaço onde só cabe seu corpo e vivem paradas”, assegurou a cantora, agregando que nas fábricas “permitem um certo percentual de pus e sangue no leite”.

A resposta do setor produtivo chegou pelos jovens do colégio da Sociedade Rural Argentina (SRA), que publicaram um twitter esclarecendo ponto a ponto as afirmações de Becerra. “Quando as redes sociais estão a serviço da ignorância, é fácil espalhar falsos mitos e que sejam repetidos por milhões!! Contamos porque María Becerra mente”, escreveram.

Segundo os jovens, “a enorme maioria das vacas leiteiras no nosso país são criadas nos pastos”. “A ordenha só lhes rouba entre 5 e 10 minutos do seu dia a cada 12 horas. María, as vacas não vivem trancadas e nem em espaços onde ficam paradas”, asseguraram.

Depois continuaram: “Inseminamos? Sim! É o que permite ficarmos na vanguarda, facilitando a constante melhora genética que, junto com o bem-estar animal, aumenta a produtividade e oferece um alimento muito completo para a crescente população (que na Argentina, é subnutrida)”.

Matar o bezerro? Não. E mais, o bezerro, durante todo seu crescimento continua consumindo leite. A mãe produz em média, 20 litros, mas o bezerro só consome 7. Mentira 1000: Não é levado diretamente para o frigorífico”.

Em relação à presença de pus e sangue no leite, os alunos da SRA disseram que é “grandemente falso” já que “é recusado o leite que tem alto percentual de células somáticas. Além do mais, depois da ordenha o leite é pasteurizado para garantir um padrão elevado de qualidade e salubridade”.

Por último, os estudantes destacaram que no afã de querer ver o produtor de alimentos como o inimigo, é importante dizer que o mais importante para ele é o bem-estar animal. “Um animal estressado, ao longo do tempo irá produzir menos. Seria antiético. Não somos selvagens, somos produtores”, disseram e acrescentaram: “A desinformação é perigosa: todos estes mitos terminam sendo prejudiciais para a saúde. O leite é fundamental para o crescimento e desenvolvimento das pessoas (em especial as crianças): fornece uma variedade de nutrientes, reduz o risco de osteoporose e desnutrição”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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