Clima: rumo a um novo recorde de emissão de CO2 em 2023
Emissão de CO2 – Com apenas 2% dos recursos dos planos de recuperação pós-pandemia dedicados à transição energética, as emissões mundiais de CO2 devem atingir um novo recorde em 2023 e continuarão a crescer ao longo dos anos, estima a Agência Internacional de Energia (AIE).

Somente 350 bilhões de euros de fundos públicos foram destinados à transformação econômica, uma soma longe das expectativas das instituições que visam a neutralidade do carbono até 2050.
A gestão do curto prazo em detrimento do longo prazo.
De acordo com o relatório, que visa informar os tomadores de decisão globais na próxima cúpula dos ministros do Meio Ambiente do G20 em Nápoles, nos dias 22 e 23 de julho, as disparidades entre os países ricos e os países em desenvolvimento são grandes. Os países desenvolvidos mobilizaram 60% dos recursos previstos no roteiro, contra apenas 20% dos países emergentes.
Na Europa, por exemplo, a Comissão Europeia pediu aos Estados Membros foco no plano de recuperação – um montante de 750 bilhões de euros – para a transição ambiental e digital. Para que a França se beneficiasse do apoio financeiro da Europa, o governo teve que apresentar um plano de recuperação repleto de objetivos ecológicos e digitais. Bruxelas impôs pelo menos 37% das despesas destinadas à transição ecológica e 20% para a digital.
Nos detalhes, “perto da metade das ajudas europeias serão dedicadas à transição ecológica, com 5,8 bilhões de euros para a renovação energética dos edifícios, 4,4 bilhões para modernizar a rede ferroviária e 1,9 bilhões para desenvolver o hidrogênio sem carbono”, diz a Comissão em um comunicado.
O acordo das negociações do Parlamento europeu com os Estados membros e a Comissão Europeia, foi para reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE), dentro do bloco em pelo menos 55% até 2030 em relação aos níveis de 1990 e Carbono Zero em 2050.
Apesar dessas medidas, a AIE alerta: “Os Estados devem ir mais longe, liderando os investimentos e a implantação de energias limpas para níveis muito além do período de recuperação, a fim de colocar o mundo no caminho do Carbono Zero até 2050, objetivo muito ambicioso, mas possível de ser realizado se começarmos a agir agora”.
















