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Economia Selectus nº 6180

Inflação deve voltar a acelerar em julho, diz ACSP

Inflação - Os custos da energia elétrica e dos combustíveis devem continuar a pressionar a inflação em julho, segundo análise da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Fonte: Fonte: Diário do Comércio | Foto de capa: Imagem de Here and now, unfortunately, ends my journey on Pixabay
Inflação deve voltar a acelerar em julho, diz ACSP

Apesar da desaceleração do IPCA no mês passado, a expectativa é de nova aceleração neste mês.

Os economistas da ACSP também chamam a atenção para a elevação anual dos preços. Ainda que a inflação tenha reduzido o ritmo em junho, na comparação mensal, ela continuou avançando na comparação anual em decorrência de pressões dos custos de produção, causadas pelos aumentos dos preços das matérias primas agrícolas e industriais no mercado internacional.

Inflação deve voltar a acelerar em julho, diz ACSP

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA – que mede a inflação oficial - apresentou alta de 0,53% em junho, ante 0,83% anotado no mês anterior, abaixo do que esperavam os analistas de mercado.

Apesar dessa desaceleração, no acumulado em 12 meses, o IPCA avançou para 8,35%, ficando cada vez mais longe do limite máximo anual permitido (5,25%).

O principal responsável pela alta mensal foi o reajuste da energia elétrica, cuja tarifa passou para a bandeira tarifária vermelha patamar 2. Os aumentos dos preços de combustíveis e alimentos também contribuíram para a elevação do índice.

Os núcleos de inflação, que sinalizam a variação do IPCA, excluindo-se a influência dos preços mais voláteis, tais como os relativos a alimentos e energia, mostram avanço em termos anuais (12 meses).

Também houve desaceleração da inflação em junho, de acordo com o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que mostrou alta de 0,11%, ante elevação de 3,40%, observada no mês anterior.

A variação em 12 meses desacelerou ligeiramente para 34,53%, nível ainda suficientemente elevado para pressionar os custos de produção.

  Acesse aqui a matéria na íntegra

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