Mercado de grãos: os preços sobem com a redução da safra russa
Grãos – O clima nos Estados Unidos da América (EUA) tem sido um fator chave para os preços dos grãos nos últimos meses, com as planícies do norte, em particular, sentindo os efeitos do clima quente e seco.
No entanto, junto com as preocupações das condições dos plantios nos EUA, a produção de trigo da Rússia também começa a cair. Esta semana, previsões de três importantes fontes da Rússia, USDA, SovEcon e IKAR, começaram a reduzir a safra de trigo no país.

Mesmo com restrições às exportações, a Rússia é um dos maiores exportadores mundiais de trigo. Assim a menor colheita terá impacto significativo no preço global do trigo.
A principal razão para a redução do volume foi a queda de produtividade no sul da Rússia, depois do outono seco de 2020. Embora tenha havido chuvas no inverno, acredita-se que elas não foram suficientes para recuperar a produção.
O relatório publicado pela SpecAgro a pedido do Ministério da Agricultura da Rússia, e divulgado no dia 15 de julho, cerca de 13% da área de trigo da Rússia havia sido colhida. E a média de produtividade dessa área foi de 3,4 toneladas/hectare.
As chuvas dos últimos 14 dias atrasaram a colheita, sendo que a maior parte dos plantios do Sul poderão ser colhidos na próxima quinzena, com as perspectivas de tempo mais seco. A região do trigo de primavera (ao norte do Cazaquistão) também precisa ser acompanhada de perto, pois o crescimento da cultura pode cair durante o ano.
Com a pequena margem de erro no mercado de grãos desta temporada, devido aos baixos estoques de 2020/21, o progresso das colheitas dos maiores exportadores deve ser olhado com atenção.
















