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Economia Selectus nº 6172

Ocupação no setor de serviços cresceu 25,2% de 2004 a 2015

Serviços - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira (1/7), o número 3 da edição nº 50 da revista Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE).

Fonte: Fonte: Ipea | Foto de capa: Imagem de LEEROY Agency por Pixabay
Ocupação no setor de serviços cresceu 25,2% de 2004 a 2015

A publicação é composta por sete artigos inéditos, entre eles um sobre o mercado de trabalho no setor de serviços no Brasil, que, no período de 2004 a 2015, identificou melhoria nas condições de trabalho na área, mas esta não se traduziu em crescimento semelhante para a produtividade. Neste período, houve uma evolução favorável, com criação de empregos, redução da informalidade e aumento da contribuição previdenciária. Além disso, houve aumento dos salários e do nível de escolaridade da população ocupada no período de crescimento econômico no país, mas, quando a economia entrou em recessão, no final do período, houve retrocesso em alguns indicadores.

O estudo mostrou que o pessoal ocupado do setor terciário passou de 49,2 milhões em 2004 para 61,6 milhões em 2015, o que representou um crescimento acumulado de 25,2%. Sobre a produtividade agregada do setor, houve pequeno aumento de 7,5% no período analisado, sendo que os resultados passaram a registrar queda a partir de 2013. A contribuição previdenciária da categoria passou de 57%, em 2004, para 70,5%, em 2015. O nível de escolaridade aumentou em todos os segmentos, com destaque para os serviços domésticos, em que o percentual de trabalhadores com ensino médio completo passou de 11,4%, em 2014, para 24,5%, em 2015. No quesito remuneração, houve aumento de 34,8%, no período de 2004 a 2015 em todos os segmentos.

Outro artigo faz uma análise da oferta de trabalho de motoristas de táxi no Brasil, com base em dados da Pnad Contínua do primeiro trimestre de 2012 (quando a análise começou a ser feita pelo IBGE) ao primeiro trimestre de 2014, quando os aplicativos de carona compartilhada entraram em alguns municípios. Os pesquisadores testaram as horas trabalhadas e os salários desses profissionais e concluíram que eles utilizam algum rendimento de referência nas suas decisões de ofertar trabalho, uma vez que possuem uma curva de aprendizados que permite prever os rendimentos e realizar uma escolha melhor da sua quantidade de horas trabalhadas. E esse comportamento, associado à legislação vigente, pode gerar um racionamento na oferta de serviço de transporte urbano de passageiros.

Os pesquisadores analisaram uma amostra com 10.942 motoristas de táxi e traçaram o perfil desse profissional: 94,12% são homens, a maioria é chefe de família (69,63%) e trabalha há mais de dois anos na atividade (81,99%). O salário médio é de R$ 1.507,60 e eles trabalham, em média, 45 horas semanais. O estudo mostrou que os homens trabalham cerca de 30% mais horas que as mulheres e os motoristas que trabalham nas capitais estaduais trabalham cerca de 24% de horas a mais que os que estão no interior.

Para o coordenador da revista PPE, Maurício Cortez Reis, a publicação, criada em 1971, é uma fonte rica dos mais variados temas e está disponível em versão digital. “Alguns assuntos ainda são pouco explorados na literatura e os estudos publicados fornecem insights para os interessados em temas específicos da economia brasileira”, comentou.

Além dos estudos citados acima, a edição atual da revista PPE apresenta outros artigos inéditos sobre os seguintes temas: expectativas de inflação, metas percebidas pelos agentes e credibilidade das autoridades monetárias; impactos de bem-estar da privatização de infraestrutura; como a tributação afeta a inflação brasileira; elites políticas, ideologia e gasto público nas pequenas cidades brasileiras e estrutura produtiva e distribuição interpessoal de renda no estado da Bahia.

Acesse aqui o número 3 da edição nº 50 da revista PPE

Acesse aqui a matéria na íntegra

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