Varejo brasileiro se mantém otimista após alta de 1,8%
Varejo - De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada semanas atrás pelo IBGE, as vendas no comércio varejista subiram 1,8%, entre os meses de março e abril, registrando a maior alta para o mês desde os anos 2000.

Isso significa que o varejo ficou 0,9% acima do patamar pré-pandemia, independente da mudança que vem ocorrendo no consumo das famílias por conta da crise.
Para o diretor geral da ADDI no Brasil - empresa de tecnologia que busca habilitar e impulsionar o comércio digital na América Latina, Caio Ribeiro, esse crescimento representa um sinal de que, aos poucos, a economia vai retomando para o eixo novamente. “Como podemos ver pelos números divulgados pelo IBGE, esse crescimento ainda é sentido num ritmo lento, mas já é um sinal bastante positivo diante do que estamos vivendo. Com o aumento da vacinação, a tendência é que, aos poucos e ainda respeitando algumas regras sanitárias, o varejo retome o poder e a importância que ele teve na sociedade e na economia”, defende.
Até o momento, a pesquisa revelou que o setor que teve a maior alta foi o de móveis e eletrodomésticos, com 24,8%. Mas as outras categorias que também tiveram grande procura foram as de tecidos, vestuários e calçados, que alcançaram (13,8%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (10,2%); artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (3,8%); combustíveis e lubrificantes (3,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%). E a retração do mês ficou perante os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com -1,7%.
O papel fundamental dos e-commerces
Sem dúvida os e-commerces têm contribuído para o aumento das vendas do varejo, principalmente após a pandemia. “Trata-se de uma tendência que vem se mostrando cada vez mais importante, inclusive para os negócios, seja no varejo físico ou online. O que importa é a experiência do cliente e como a sua marca se comunica com esse consumidor. Foi-se o tempo em que apenas o melhor preço era garantia de conversão de vendas. Hoje, o ecossistema do varejo é muito mais complexo (preço, sortimento, logística e formas de pagamento para mencionar alguns) e precisa se adaptar a essas necessidades para seguir crescendo”, esclarece Ribeiro.
















