Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Negócios Selectus nº 6116

Supermercados perdem força após fim do auxílio emergencial

Supermercados -O fim do auxílio emergencial no ano passado e o aumento das restrições de circulação, que impediram a abertura de supermercados em algumas praças nas últimas semanas, devem afetar o desempenho de março, com possível efeito inclusive em abril, disse nesta quarta-feira o comando da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Fonte: Fonte: Valor Econômico | Foto de capa: Pixabay
Supermercados perdem força após fim do auxílio emergencial

Nos últimos dias, redes de varejo alimentar e de atacarejo já haviam informado ao Valor que, apesar das taxas positivas, houve uma desaceleração no índice de crescimento a partir de fevereiro.

Hoje, dados publicados pela Abras mostram que as vendas em fevereiro sobre o ano anterior subiram 5,18%, mas em janeiro a alta foi maior, de 12% sobre janeiro de 2020. No mês de fevereiro, a Abras destaca que não houve Carnaval, por conta da pandemia, e a data normalmente tem um efeito positivo sobre o desempenho do setor. Essa composição de cenários acaba afetando os números do mês.

Rendimento menor

Durante coletiva de imprensa nesta quarta, a Abras foi questionada sobre a volta do "coronavoucher", que acontece neste mês, mas com liberação de forma gradual e num valor inferior ao do ano passado.

Os recursos foram fundamentais para sustentar alta nas vendas mensais de até dois dígitos nas redes em 2020.

Sobre o assunto, o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, entende que há um possível efeito do menor “coronavoucher”, e do período sem recebimento do auxílio, apesar de a entidade ressaltar que uma eventual desaceleração na taxa neste momento ocorreria com o setor ainda mantendo índices de crescimento mensal, ao contrário de outros setores do varejo. Os segmentos de moda e calçados têm registrado queda nas vendas.

“O nosso ponto de atenção é que a taxa de crescimento [nas vendas] pode ser menor [...] Tivemos em março e início de abril locais que limitaram o acesso às lojas, com o cliente podendo se abastecer apenas pelo on-line. E parte dos supermercados não estava preparada para isso, além do fato de o consumidor acabar comprando menos volume pelo on-line, porque ele ainda não estava acostumado [ao sistema]. Então esse efeito deve aparecer em março e provavelmente em abril”, disse ele.

A Abras informou nesta manhã que as vendas no primeiro bimestre de 2021 versus 2020 avançaram 7,57% — índice menor que a taxa de expansão de 9,36% no acumulado de 2020.

A entidade manteve a projeção de alta no ano de 4,5% das vendas reais em 2021 sobre 2020, já deflacionada pelo IPCA, e pode rever esse índice na segunda metade do ano, como faz usualmente todos os anos, para ajustar a projeção ao desempenho do mercado.

Em fevereiro sobre janeiro, os supermercados tiveram queda real de 6,75% nas vendas, reflexo da composição do mês diferente de janeiro, com menos dias úteis.

Sobre a inflação dos alimentos, a Abras disse que houve uma desaceleração nesse índice, que pode indicar uma tendência.

Em relação à variação de preços, a cesta Abrasmercado, que reúne variação nos valores de 35 produtos de largo consumo (arroz, óleo, feijão), teve queda de 0,47% em fevereiro sobre janeiro de 2021. Em janeiro, houve alta de 0,22%. “A baixa [na taxa] mostra tendência de estabilidade, como efeito de uma entrada de novas safras de alimentos”, disse Milan.

Ele disse ainda que as vendas on-line dos supermercados triplicaram neste ano, sem informar números ou índices.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients