G20 se compromete em evitar manipulação cambial e protecionismo
G20 - Os ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo, reunidas no G20, se comprometeram em evitar manipulação cambial e protecionismo, em meio às tentativas de recuperação da economia global.

Na reunião virtual realizada nesta quarta-feira, os chefes de finanças do G20 destacaram que fortes fundamentos e políticas sólidas são essenciais para a estabilidade do sistema monetário internacional.
Os países do G20, que inclui o Brasil, dizem que continuarão empenhados “em que nossas taxas de câmbio reflitam os fundamentos econômicos subjacentes e observamos que a flexibilidade da taxa de câmbio pode facilitar o ajuste de nossas economias”.
O comunicado do G20 destaca que seus membros continuarão atentos sobre a evolução do mercado de câmbio. “Reconhecemos que a excessiva volatilidade ou movimentos desordenados nas taxas de câmbio podem ter implicações adversas para a estabilidade econômica e financeira. Abster-nos-emos de desvalorizações competitivas e não visaremos nossas taxas de câmbio para fins competitivos”, acrescentam.
Depois de enorme resistência dos EUA sob Donald Trump em relação ao termo protecionismo, desta vez o G20 muda de tom e é mais incisivo. “Reconhecemos o importante papel do comércio aberto e justo baseado em regras na restauração do crescimento e na criação de empregos. Recordamos nosso compromisso de lutar contra o protecionismo e encorajamos esforços para a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC).”
Os ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 se dizem comprometidos a manter “um esforço abrangente e unido” para responder à pior crise sanitária dos últimos tempos e assegurar que o setor financeiro continue a dar apoio à economia, preservando ao mesmo tempo a estabilidade financeira.
Conforme os chefes de finanças das maiores economias desenvolvidas e emergentes, “a maioria das medidas de apoio permanecerá em vigor enquanto as circunstâncias econômicas e sanitárias exigem, reconhecendo que há riscos potenciais decorrentes de retirá-las muito cedo”.
O grupo elogia o relatório do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) sobre os benefícios de uma abordagem flexível “ao considerar a extensão, emenda ou fim das medidas de apoio, de forma gradual e direcionada, para minimizar os riscos à estabilidade financeira a longo prazo”.
O G20 reafirmou nesta quarta-feira compromisso de fortalecer a resiliência financeira a longo prazo e apoiar o crescimento inclusivo, mencionando promoção de fluxos de capital sustentáveis, desenvolvendo mercados de capitais em moeda local e mantendo uma rede global de segurança financeira forte e eficaz com um Fundo Monetário Internacional (FMI) forte, baseado em cotas e com recursos adequados em seu centro.
















