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Especiais Selectus nº 6106

EUA – Demanda de lácteos se aproxima dos padrões pré-pandemia

Pandemia/EUA – A pandemia do coronavírus devastou o setor de foodservice, para onde, normalmente, vai a metade de todos os produtos lácteos, mas as vendas em restaurantes começaram a aumentar e parece que a recuperação total pode não estar tão distante.

Fonte: Fonte: Dairy Herd – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY-SA 2.0
EUA – Demanda de lácteos se aproxima dos padrões pré-pandemia

Beth Berning, analista do Daily Dairy Report, disse que o padrão de demanda para produtos lácteos começou a mudar. De acordo com a revista Fortune, 110.000 restaurantes fecharam nos Estados Unidos da América (EUA) no último ano e 2,5 milhões de trabalhadores dos serviços de alimentação perderam o emprego.

“Um ano atrás, o mundo fechou”, lembra Berning. “Restaurantes, salões e mesmo igrejas foram fechadas em muitos estados, em decorrência do Covid-19. A rápida dispersão do vírus e o longo trilho de mortes que se seguiram alarmaram líderes mundiais, que responderam da melhor forma que puderam, pedindo às pessoas que se colocassem em quarentena e estabelecessem isolamento social o máximo possível”.

Uma pesquisa em andamento com 1.000 consumidores realizada pela Associação Nacional de Restaurantes desde fevereiro de 2020 mostra que antes da pandemia, 59% dos entrevistados saíam para jantar pelo menos uma vez por semana. No pico dos bloqueios, esse número caiu para 16%. Entre fevereiro e março de 2021, no entanto, 37% dos entrevistados já voltaram a comer fora.

“Este é o percentual mais alto desde o início da pandemia”, observa Berning. “Parece que as vacinas se tornam mais prevalentes, os consumidores estão mais dispostos a comer fora”. Além disso, Berning observa que as reservas de jantar feitas por meio de Open Table caíram quase 100% no início dos bloqueios, em comparação com 2019. “Embora as reservas na semana passada ainda fossem pequenas em relação a 2019, elas melhoraram significativamente e estão em 30%. Desde janeiro elas estão aumentando constantemente”, observa Berning.

À medida que as pessoas estão sendo vacinadas e voltam a antigos hábitos de comer fora de cas e a economia dos EUA cresce, a mudança na demanda por produtos lácteos fica mais evidente, diz Berning. Em março, os fabricantes de queijo e manteiga vieram as vendas para os serviços de alimentação se fortalecerem, com alguns produtos de manteiga dizendo que os pedidos estão perto dos níveis de antes da pandemia, de acordo com o boletim Dairy Market News do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Ao mesmo tempo, as vendas de queijo no varejo estão se mantendo estáveis enquanto a demanda de manteiga também no varejo estão fortes em decorrência das vendas de Páscoa e promoções do atacado, acrescentou ela.

“É possível que a forte demanda de lácteos no varejo verificada durante a pandemia possa cair enquanto as vendas para os serviços de alimentação retornam e os consumidores troquem as refeições em casa para comer fora”, observa Berning. “O que pode significar um aumento das vendas de queijos estilo italianos, tipicamente consumidos fora de casa, enquanto a demanda de blocos, fatias e pacotes de cheddar do varejo declina".

Outro sinal de que os padrões da demanda de lácteos começam voltar ao normal é o fato das indústrias de proteínas concentradas de soro (WPC) estarem processando menos WPC 34 e mais WPC 80 e proteínas isoladas de soro (WPI). Ambos, WPC 80 e WPI são usados em nutrição esportiva, e agora as academias estão reabrindo, junto com o aumento da demanda desses produtos. “À medida que as escolas e universidades retomem as aulas presenciais, a demanda por leite em embalagens cartonadas também deverá aumentar”, acrescenta Berning.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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