Vício adquirido pelos franceses durante o lockdown? Queijo
Vício do lockdown/França – As famílias francesas festejaram com queijo no ano passado, quando voltaram a fazer refeições em casa e buscaram o conforto gastronômico, durante o isolamento social, quando fecharam restaurantes e pontos de alimentação fora de casa.

Um relatório da Reuters mostra que as vendas de queijos pelo francesas para consumo em casa aumentaram mais de 8% em 2020, em comparação com o ano anterior quando o crescimento foi de 2%, de acordo com informações da FranceAgriMer e dados da Kantar, empresa de pesquisa de mercado.
Isso foi parte da mudança no consumo de alimentos em muitos países no ano passado, à medida que a pandemia se desenrolava, com as famílias inicialmente fazendo estoques, comprando massas e farinha e mais tarde adotando hábitos alimentares caseiros com compras extras de produtos como manteiga.
Na França, a muçarela foi o queijo que teve o maior crescimento da demanda entre as principais categorias de queijo, com 21% de elevação, acompanhada pelo raclette, 12% - o favorito do inverno para ser degustado com batatas e carnes.
Junto com as fortes vendas nos supermercados de queijos como ingredientes para cozinhar, lojas especializadas como a Augustin Denous em Boulogne-Billancourt, nos arredores de Paris, relataram mais procura por famílias confinadas que passaram a desenvolver dotes culinários.
“De nosso pequeno espaço, ajudamos a evitar que as pessoas ficassem muito tristes. É um momento prazeroso colocar um jantar na mesa com um bom vinho, boa carne e bom queijo”.
“É um daqueles prazeres que ainda estão acessíveis”, disse Nicolas, um dos clientes da Denous.
Fazer as refeições em casa, no entanto, pode, no melhor das hipóteses, compensar a perda de enormes mercados de restaurante e turismo da França, uma vez que as medidas de isolamento continuam em 2021, disse a entidade que representa as indústrias de laticínios, a CNIEL.
Os queijos, no entanto, se saíram melhor do que outros produtos como champanhe ou peixes que dependem de eventos e restaurantes.
Os amantes dos queijos também viram uma oportunidade de salvaguardar e proteger a variedade de renomados queijos artesanais da França.
“Há realmente um entusiasmo pela agricultura e precisamos garantir que isso se reflita na chegada de novos jovens produtores” disse Veronique Richez-Lerouge, presidente da associação local de queijos da França e fundadora do nacional do queijo, que ocorre em 27 de março.
















