Com pandemia, taxa de desemprego na Argentina sobe para 11% em 2020
Desemprego/AR - A taxa de desemprego na Argentina subiu em 2020 de 8,9% para 11%, por conta da pandemia. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), essa cifra significa que 1,4 milhão, de uma população de 45,4 milhões, de pessoas estão sem trabalho.

No último trimestre do ano, a taxa de desemprego caiu para 11%, ante 11,7% no trimestre anterior, como reflexo da lenta retomada da economia argentina.
Pessoas empregadas
O total de pessoas empregadas, por sua vez, passou de 37,4% para 40,1%, na variação trimestral. A taxa atual ainda está abaixo do patamar pré-pandemia, de 43%.
O setor informal foi o mais atingido pela pandemia. Somente no segundo trimestre de 2020, quando a economia foi mais impactada, houve queda de 4,5% dos postos de trabalho formal e de 43,4% no caso dos informais, na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com a consultoria Orlando Ferreres & Associados.
“Os trabalhadores informais foram, de longe, os mais atingidos, já que perderam cerca de 1 milhão de postos de trabalho no pior momento da quarentena”, afirma Rosendo Plana, economista da Orlando Ferreres & Associados.
Informe da consultoria Abeceb mostra que, para recuperar o total de postos de trabalho perdidos durante o ano passado, seriam necessários cinco anos de crescimento do PIB acima de 3%. Nos últimos seis anos, a economia argentina teve contração média de 1,8% ao ano.
No ano passado, o PIB encolheu 9,9%. Para 2021, economistas preveem expansão de entre 6,1% e 7%.
Segundo a economista Belén Rubio, da Abeceb, a recuperação do mercado de trabalho na Argentina vai depender, primeiro, da recuperação das horas trabalhadas que foram perdidas com a pandemia e, depois, da criação de novas vagas.
“Com crescimento de cerca de 6,5% do PIB argentino que esperamos para este ano, a perspectiva é de criação de 700 mil vagas na economia como um todo”, afirma Rubio.
Dentre os maiores riscos a essa retomada estão a falta de controle da covid-19, a lenta vacinação e uma segunda onda da doença, combinados a problemas estruturais da economia argentina. “Uma segunda onda desencadearia menor atividade, que se traduziria em maior déficit fiscal e, por sua vez, levaria a maior emissão monetária, acelerando a inflação e a desvalorização do peso frente ao dólar”, diz Plana.
















