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Especiais Selectus nº 6096

Lucro operacional da Fonterra aumentou 17% no primeiro semestre

Balanço/Fonterra – A Fonterra disse que teve um “desempenho notável” com os negócios na China ajudando a impulsionar o lucro operacional nos primeiros seis meses da temporada, encerrados em janeiro. O crescimento foi de 17%, atingindo NZ$ 684 milhões. A cooperativa também disse que fará um adiantamento de 5 centavos dos dividendos, pagamento que não foi possível de ser realizado no exercício anterior.

Fonte: Fonte: Rural Life – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY 2.0
Lucro operacional da Fonterra aumentou 17% no primeiro semestre

O lucro líquido “relatado” pela Fonterra foi de NZ$ 391 milhões, uma queda de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A dívida líquida ficou em NZ$ 5,6 bilhões, registrando queda de 3%. A Fonterra manteve a previsão de pagar entre NZ$ 0,25 e NZ$ 0,35 por ação, e manteve o anúncio anterior do preço do leite ao produtor que ficará na faixa de NZ$ 7,30-NZ$ 7,90/kgMS, com o ponto médio em NZ$ 7,60/kgMS, [R$ 2,35/litro].

A Fonterra disse que os problemas decorrentes da cadeia de suprimento em todo o mundo resultaram no aumento dos estoques. O Diretor Executivo, Miles Hurrell disse que a Fonterra está satisfeita com o lucro registrado de NZ$ 391 milhões. Embora tenha caído em relação ao ano passado, o ano financeiro de 2020 beneficiou significativamente o desinvestimento, principalmente da DFE Pharma, disse ele.

Apesar do grande impacto da pandemia de Covid-19 em todo o mundo, a cooperativa manteve o foco naquilo que ela pode ter controle. “Embora tenhamos tido sorte aqui na Nova Zelândia, muitos de nossos funcionários no exterior, ainda estão presos e trabalham em casa há 12 meses”.

Hurrell disse que a cooperativa teve “um grande primeiro semestre”, com a margem bruta subindo de 16% para 17,4%, e as despesas operacionais do grupo totalizando NZ$ 37 milhões.

“Nosso desempenho de destaque é a Grande China”.

A China foi responsável por 38% do aumento no EBIT para NZ$ 339 milhões, refletindo a força da Fonterra no negócios de food service na região, melhorando seus negócios de consumo e o forte crescimento do país logo depois do impacto inicial com a pandemia de Covid-19.

O EBIT da Ásia-Pacífico foi de 9%, resultando em NZ$ 190 milhões, com melhoria nos resultados de foodservice e consumo.

A divisão de consumo da Fonterra foi beneficiada com a permanência das pessoas em casa, cozinhando com lácteos e renovando a preferência por marcas como Anchor, Annum e Arlene.

O EBIT da África, Oriente Médio, Europa, Norte da Ásia e Américas (AMENA) foi de NZ$ 201 milhões, caindo 7% em decorrência do baixo volume de vendas dos ingredientes lácteos.

Comentando sobre os desafios da cadeia global de suprimentos, Hurrell disse que a cooperativa foi “gerenciando a situação proativamente” e trabalhou com parceiros de frete marítimo como Kotahi para ajudar na movimentação de produtos.

“Os pedidos foram firmes – no entanto, alguns pequenos atrasos nas remessas, fez com que nosso estoque de produtos crescesse e ficando acima dos registrados no ano passado e isso significa maior investimento em capital de giro.

“No final do ano fiscal esperamos voltar a níveis mais normais, e acreditamos que nossa cadeia de suprimento já contratada entregue aos nossos clientes os produtos encomendados”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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