As trabalhadoras da indústria de alimentos da Catalunha, Espanha, recebem 23% menos que os homens
Mulheres/Espanha - A presença de trabalhadoras na indústria de alimentos da Catalunha é em torno de 40%, segundo dados da Seguridade Social (de 2012 a 2019). A nível da Espanha é 37%. A presença feminina pode oscilar de 11% em algumas empresas de alimentos até 70% na indústria de carne, segundo um estudo elaborado pela Universidade de Girona a pedido do Departamento de Agricultura da Catalunha.

Existem fatores que condicionam a presença feminina, como a natureza do trabalho (quando exige mais força física), a antiguidade da empresa (quanto mais velha, mais masculina) e liderança feminina (quanto mais mulheres na direção, mais feminina é a empresa).
Por subsetores, os que estão mais perto da paridade são as de fabricação de pães e massas (46% de participação feminina) e o de fabricação de alimentos (42%). Do outro lado, o subsetor com menor participação da mulher é a fabricação de farinhas em moinhos (17%). Por faixa etária, a presença feminina é maior entre 30 e 44 anos de idade.
Em relação aos tipos de contratação, homens e mulheres têm contratos definidos em 80% dos casos, características que parece que os iguala, mas, as mulheres têm muito mais jornadas parciais, cerca de 60% do total, e de contratos intermitentes.
Também, na indústria de agroalimentos as mulheres recebem 23,19% menos que os homens, e entre 45 e 54 anos é onde a diferença é ainda maior. Também entre os que têm estudos universitários.
O crescimento dos salários dos homens é mais acelerado do que o das mulheres. A diferença entre mulheres e homens aumenta tam´bem quando crescem as responsabilidades dentro da empresa.
Em compensação, a diferença salarial entre os trabalhadores e trabalhadoras de nacionalidades estrangeiras é menor que entre os de nacionalidade espanhola, seguramente também porque a concentração é mais alta nas categorias de trabalhos de remuneração mais baixa, diz o estudo.
Quanto à presença feminina em postos de poder, o estudo indica que a diretoria executiva feminina ocorre em apenas 21% dos cargos, e a presidência de conselhos é ocupada por mulheres em apenas 12,3% dos casos (SABI, 2019).
















