RU – Brexit fecha mercado para caminhões de queijos ingleses
Brexit – Uma empresa inglesa que vendia barras de queijos revestidas de cera diretamente para os consumidores europeus há muitos anos, agora não é mais possível fazê-lo em decorrência do Brexit.

No último ano The Cheshire Cheese vendeu £ 180.000 (US$ 247.000) de worth of artisan truckles – o tradicional nome do queijo em formato de barril – para os consumidores da União Europeia (UE), mas o Diretor Operacional, Simon Spurrell, disse que isso não é mais possível.
“Definitivamente, é coisa do passado. No momento, estamos justamente apagando a luz”, disse Spurrell, cercado pelas vacas de leite da fábrica de laticínios perto de Matlock, no Norte da Inglaterra.
Londres e Bruxelas chegaram a um acordo comercial de última hora em dezembro, suspendendo tarifas alfandegárias. No entanto, muitas empresas, especialmente as menores, alertaram que o acordo criava novos obstáculos ao comércio que estão matando os negócios.
Spurrel não pode vender mais suas caixas de queijo artesanal para dar de presente a £ 25 para a UE por sua loja online. Cada remessa precisa ser acompanhada de um certificado assinado por um veterinário, e que custa £ 180,00 por remessa, independentemente do tamanho.
A empresa suspendeu os planos de construir um centro de distribuição de £ 1 milhão, em Macclesfield, no Norte da Inglaterra, e está avaliando a construção de um distribuidor na França, onde ainda pode enviar por atacado.
O primeiro-ministro, Boris Johnson, argumentou que a Inglaterra estaria livre para comercializar globalmente, assim que se livrasse das algemas da UE e disse que as dificuldades burocráticas são problemas iniciais.
Mas para muitas empresas que construíram mercados no maior bloco comercial do mundo durante 47 anos de associação, o novo relacionamento está atingindo as vendas e colocando pressão sobre empregos e investimentos.
As empresas menores estão arcando com o impacto comercial. The Cheshire Cheese Company, que vende um tipo de queijo quebradiço registrado pela primeira vez há mais de 400 anos, fez investimentos em sites multilíngues que ajudaram as vendas online na Europa no ano passado, e eles previam um aumento de 40% neste ano.
Spurrel acrescenta que a isenção de certificados caros para vendas diretas ao consumidor foi um descuido, pois os negociadores correram para fechar o acordo. Ele está em contato com o governo para falar sobre as dificuldades que estão enfrentando, mas o tempo está se esgotando.
















