Ainda lenta, colheita de soja avança em MT
Soja/MT - Com menos de 3% da área de soja colhida e 1% da safrinha de milho semeada, Mato Grosso, o maior Estado produtor de grãos do país, está com o trabalho nas lavouras atrasado em relação ao andamento de safras anteriores. No entanto, ainda que exija atenção, o quadro já dá sinais de que o impacto de adversidades climáticas sobre as lavouras pode ser menor que o esperado.

“O Mato Grosso é sempre o Estado que puxa as médias para cima, mas, neste ano, é o que exige mais atenção”, afirma André Pessôa, sócio-diretor da consultoria Agroconsult. Mas, a despeito dos sinais de alerta, não há, por ora, perdas consolidadas, ressalva ele.
Segundo Pessôa, muitos produtores relatam que nunca tinham visto um clima como o da safra 2020/21, marcada pela falta de chuvas em setembro e outubro, período de plantio. “Mas as coisas foram melhorando desde então e estão entrando nos eixos. A gente deve ter uma safra razoável”, ponderou.
Apesar de ter começado com atraso, em outubro o plantio da soja já tava no mesmo patamar de igual período do ano anterior, de 42% de área semeada. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgados na sexta-feira, 2,23% da área de soja já foi colhida; na safra anterior, a fatia nessa época do ano era de 14,42%.
A consultoria reduziu sua estimativa de produtividade da oleaginosa de 58,4 sacas por hectare para 55,5 sacas. No ciclo passado, a produtividade, recorde, foi de 60 sacas por hectare no Estado.
















