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Especiais Selectus nº 6045

A produção de leite na UE continuará crescendo a um ritmo menor

Produção/UE – A produção de leite na União Europeia (UE) poderá crescer a um ritmo mais moderado de 0,6% ao ano, entre 2020 e 2030, o que representa um ritmo de crescimento mais lento do que na década anterior. A produção em 2030 está estimada em 162 milhões de toneladas, de acordo com os dados do Boletim de Previsões da UE 2020-30, que acaba de ser publicado pela Comissão Europeia.

Fonte: Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br / Foto de capa: Pixabay
A produção de leite na UE continuará crescendo a um ritmo menor

Em 2010-2020, o aumento de rendimento leiteiro foi em torno de 20% (7.400 kg/vaca em 2020). Nesta década o rendimento médio da UE deverá continuar aumentando, mas a um ritmo mais lento (em torno de 12%) até alcançar 8.300 kg/vaca/ano. Este crescimento irá progressivamente reduzir a diferença da produtividade entre os Estados Membros da UE.

O menor crescimento do rendimento projetado (1,4% ao ano) em comparação com anos anteriores é decorrente, em certa medida, de uma maior segmentação. Se espera que a proporção de produção de leite orgânico seja de 10% em 2030 (3,5% em 2018), mas outros sistemas também poderão ganhar (por exemplo, a base de pastos, a base de feno, alimentados sem transgênicos). Apesar da diversificação, é esperada queda dos rebanhos leiteiros. A previsão é de que em 2030 seja 19,2 milhões de cabeças de vacas leiteiras (7% menos do que em 2020).

Comércio

A UE deverá se manter como o maior exportador de lácteos do mundo, já que o crescimento da população e da renda devem aumentar a demanda mundial por produtos lácteos, apesar de uma crescente autossuficiência em todo o mundo.

A indústria queijeira se beneficiará ao máximo do leite adicional produzido, impulsionada pela demanda nacional e mundial. A UE deverá ser responsável por 49% das exportações mundiais de queijos em 2030. Quanto à manteiga, depois de preços historicamente altos em 2017-2018 na UE, se espera estabilização entre 2020 e 2030, apoiados pelo aumento das vendas no varejo na UE e uma demanda de exportação estável.

Consumo

Se espera que o consumo per capita de iogurte e creme deve ficar estável. No caso do iogurte, enfrentando uma concorrência cada vez maior de produtos lácteos alternativos que estão ganhando popularidade (por exemplo, skyr). O consumo de leite fluido é provável que diminua mas a um ritmo mais lento do que o verificado nos últimos dez anos (-0,7%), graças à segmentação dos sistemas produtivos.

Acesse aqui a íntegra da matéria

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