Intenção de consumo é sustentada pelo auxílio emergencial, diz CNC
Consumo das famílias - A manutenção do benefício de auxílio emergencial determinado pelo governo durante a pandemia, mesmo em valor menor, sustentou a intenção de consumo das famílias com saldo positivo em novembro, na avaliação da economista Catarina Carneiro da Silva, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ela fez a observação ao comentar a alta de 0,8% no indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) entre outubro e novembro, para 69,8 pontos, anunciada hoje pela CNC. "A continuidade do auxílio até o fim do ano deu um 'suspiro' de renda a mais entre as famílias", resumiu a especialista.
A economista mencionou ainda que, na comparação com o segundo trimestre, considerado o período mais agudo na crise na economia, causada pela pandemia, tanto a atividade econômica quanto o mercado de trabalho apresentam sinais de melhora no quarto trimestre do ano.
"O consumidor está vendo a atual situação econômica, o mercado de trabalho eles tem melhorado aos poucos [em comparação com segundo trimestre]", notou ela. Para a especialista, outro aspecto favorável que ajudou a compor resultado positivo no mês é a perspectiva de um cenário com vacina contra covid-19 a partir do ano que vem. Isso mexe com o sentimento do consumidor, tornando-o mais positivo ao consumo, afirmou ela.
A especialista admitiu, no entanto, que o nível de consumo das famílias ainda opera abaixo do observado no ano passado, e isso é perceptível na evolução do indicador da CNC anunciado hoje. Na comparação com novembro de 2019, o ICF mostrou queda de 26,7%.
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