Argentina: A produção de leite em 2020 pode superar os 11 bilhões de litros.
Produção/AR – O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) afirmou que em outubro as fazendas argentinas entregaram 1.079,2 milhões de litros de leite, 5,6% mais que em setembro e 5,7% acima do volume registrado em outubro de 2019.

Em dez meses o crescimento já é de 7,5%, embora a variação dos últimos 12 meses esteja em 6,7%.
O Ocla destaca que as cifras de outubro não apenas são maiores do que as do ano passado, mas, superam todos os volumes de todos os meses de outubro dos últimos quatro anos.
“O acumulado nos primeiros dez meses está 7,5% maior, em relação a 2019, e também é 4,6% superior a 2018, o que indica não apenas crescimento, mas, que está havendo recuperação da baixa produção de 2019”, diz o Ocla.
Perto do recorde
Com base nestes níveis de produção, a evolução de novembro, e estimativas setoriais, o Ocla projeta que o volume anual pode chegar a 11.002 milhões de litros.
Significa uma expansão de 6,4% ou de quase 700 milhões de litros em comparação com os 10.353 milhões de 2019.
“Esta projeção inclui os prognósticos climáticos conhecidos até aqui, as relações atuais de preços e as projetadas, e o levantamento das pastagens, reservas de forragens e vacas das diferentes regiões e não está previsto nenhuma contingência extrema tanto no mercado interno como externo para os produtos lácteos”, acrescentou o Ocla.
Trata-se do melhor ano desde 2015, quando a produção superou os 12 bilhões de litros. Entre 2016 e 2019, a média foi apenas superior aos 10 bilhões.
Neste contexto, o Ocla também observa que é provável que o ritmo de expansão da ordenha comece a desacelerar devido a vários fatores: em outubro finalizou o pico sazonal de produção e alguns obstáculos para o produtor, como a queda constante do preço ao produtor, a elevação dos principais insumos (principalmente os alimentos concentrados) e o processo de desvalorização.
Além disso, estão sendo registradas secas mais ou menos severas em algumas regiões, os efeitos adversos de maiores índices de temperatura e umidade e o incremento na quantidade de insetos que ocorrem no verão, todos gerando estresse no rebanho leiteiro e que afeta a produção.
Foto de capa: Pixabay.com
















