Bielorrússia – Expectativa é de que as exportações de lácteos dobrem
Bielorrússia – A expectativa é de que as exportações de lácteos da Bielorrússia cresçam de US$ 2,1 bilhões em 2019, para US$ 4 bilhões em 2030 no contexto de uma forte diversificação de vendas no mercado global, prevê o Ministério da Agricultura do país.

Em 2025 as exportações de lácteos pela Bielorrússia está projetadas para atingir US$ 3,1 bilhões, disse o chefe do departamento de comércio exterior do ministério, Alexei Bogdanov durante o Fórum Bielorrúsia de Lácteos realizado em Minsk na última semana.
“Em linha com os planos de crescimento da produção de leite no país, as exportações de produtos lácteos, de acordo com cálculos preliminares, deverá atingir US$ 3,1 bilhões em 2025, e se aproximar de US$ 4 bilhões em 2030”, disse Bogdanov.
Atualmente a Bielorrússia é o maior exportador de lácteos per capita do mundo – e as metas são de aumentar a produção doméstica para 9,2 milhões de toneladas em 2025, e 10,5 milhões de toneladas em 2030.
De janeiro a agosto, as exportações de lácteos do país chegaram a US$ 1,6 bilhões, 7,2% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado. “No total, as exportações de lácteos representaram 3,2 milhões de toneladas em equivalente leite”, disse Bogdanov.
Um bom ano
2020 permanece sendo um ano relativamente bom para as exportações de lácteos da Bielorrússia, apesar do coronavírus e o aumento da produção em outros países. Com esse cenário, as indústrias de laticínios da Beilorrússia conseguiram aumentar as exportações de novas categorias de lácteos.
“Este ano, por exemplo, dobrou a participação de produtos integrais (na pauta de exportação) passando de 7,6% para 16%, o que é muito importante, já que pretendemos exportar produtos com alto valor agregado e elevado grau de processamento”, acrescentou Bogdanov.
Durante o Fórum, as autoridades do país não disseram nada sobre a turbulência política e a greve nacional que afetaram as operações das indústrias de laticínios.
Diversificação das vendas
“Em termos das vendas para os mercados, a Rússia continua sendo o principal parceiro graças às relações comerciais e econômicas de longo prazo, logística conveniente e ausência de barreiras comerciais”, destacou Bogdanov, acrescentando, no entanto, que a produção de lácteos na Rússia está crescendo e a Bielorrússia procura novos mercados. “Entre 2015 e 2020, a participação da Rússia no mercado exportador caiu 12,2% - de 97% para 85%”, disse Bogdanov.
Em declarações anteriores, o Ministério da Agricultura declarou planos de aumentar as exportações de lácteos para a Ásia e África, regiões onde a demanda por produtos lácteos é bem forte, e se manteve crescente nos últimos anos.
Até agora, a maioria dos produtos da Bielorrússia acabam em países da ex-União Soviética. No primeiro mês de 2020, a exportação de lácteos para os países da CEI, exceto Rússia, subiu para US$ 153,4 milhões, um acréscimo de 33,4% em relação a 2019. O queijo é o principal item de exportação, respondendo por 42,5% do total dos lácteos embarcados.
Foto de capa: Pixabay.com
















