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China espera desempenhar um papel importante na segurança alimentar mundial

Segurança alimentar – A produção e os preços estáveis dos alimentos na China contribuirão para a segurança alimentar mundial, fator que tem sido desafiado pela atual pandemia do Covid-19, destacou a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: People Daily – Tradução livre: Terra Viva
China espera desempenhar um papel importante na segurança alimentar mundial

“Com o novo coronavírus ainda presente, os impactos da pandemia nos mercados agrícolas e de alimentos mundiais são cada vez mais evidentes”, disse a FAO. “Sendo a China um dos maiores exportadores e importadores de produtos agropecuários, manter um sólido gerenciamento dos estoques e o equilíbrio do consumo, ela será um grande estabilizador do mercado internacional de alimentos e de segurança alimentar”.

A expectativa é de que a China tenha uma boa colheita este ano, e que pelo sexto ano consecutivo a produção total de grãos se mantenha em 650 milhões de toneladas, apesar do Covid-19 e das inundações em algumas regiões, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

A produção total de grãos para colheita de verão deste ano superou as 142 milhões de toneladas, um aumento de 0,9% em comparação com o verão passado, mostrou o Escritório de Estatísticas da China.

A FAO destacou que a produção de cultivos de trigo e importações de cereais na China é estável, e que os preços do arroz e trigo, dois dos principais cultivos da China, desde princípios deste ano se mantiveram estáveis.

A segurança alimentar mundial encontra desafios causados pela pandemia. De acordo com o boletim publicado em julho por cinco organizações internacionais, entre elas a FAO, O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde, outro grupo de 130 milhões de pessoas estão passando fome.

Na sua edição de agosto o boletim de monitoramento mundial de alimentos da FAO reduziu a previsão para a produção mundial de cereais este ano para 25 milhões de toneladas, queda de 0,9% em relação à previsão anterior, feita em julho. A organização também reduziu a previsão dos estoques mundiais de cereais para o final do próximo ano, ainda que os estoques deste ano estejam no máximo histórico.

Autossuficiente em cereais como trigo e arroz, a China importa a maior parte de sua demanda interna de soja. A cada ano compra mais de 80 milhões de toneladas de soja. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais destacou que a maioria é utilizada para produção de óleo comestível e ração animal.

A importação de cereais representa somente 2% da produção anual.

A FAO pediu que os governos reconheçam a importância de garantir que o comércio, seja nacional ou internacional, continuem abertos e sem conflitos, livre de restrições e cumprindo com as capacidades alimentares em termos de volume e valor nutricional.

“Precisamos confiar nos mercados como parte integral do sistema alimentar mundial. Isto é o mais importante devido às interrupções, seja pelo Covid-19, as pragas, ou os efeitos das mudanças climáticas”, alertou Qu Dongyu, diretor geral da FAO.

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