O Selectus comemora 6.000 edições
Edição 6000 – Hoje o Selectus chega ao seu número 6000. Quando comemoramos o número 5000, em 1º de setembro de 2016, analisamos o estágio em que começamos a elaboração desse boletim de informações 20 anos antes, mostrando como a evolução das comunicações pode nos levar até aquele ponto.

Passados quatro anos, a evolução parece ter sido maior ainda do que a verificada em 20 anos, e hoje, contamos com recursos impensáveis poucos anos antes. Nos preparamos para o 5G, sem nem termos a noção da amplitude de sua capacidade, e já temos notícias das pesquisas sobre o 6G.
As impressoras 3D nesse tempo, chegam aos poucos à indústria de alimentos. As pesquisas criam as proteínas manipuladas em laboratórios, nem vegetais, nem animais. No último trabalho de Perspectivas do Mercado lançado pela Tetra Pak, o mercado de produtos de laboratório pode crescer de 5% a 50% até 2030.
E o que dizer dos dados? Acompanhar o frenético dinamismo do GlobalDairyTrade, uma plataforma criada timidamente pela cooperativa Fonterra da Nova Zelândia em 2008, com apenas o leite em pó integral produzido na ilha, e que foi evoluindo. Hoje negocia em tempo real, com o mundo todo, entre 5 e 8 commodities de diversas procedências. O índice que registrou um incrível rali entre 2008 e 2015, tendo alcançado o valor máximo em abril de 2013, em agosto de 2015 valia um terço da apuração de dois anos antes. Mas, nos anos seguintes seguiu uma trajetória quase monótona, sem contudo representar a efervessência do comportamento individual das commodities. As mais negociadas na plataforma, leite em pó integral (WMP), leite em pó desnatado (SMP) e a manteiga anidra (AMF), tiveram oscilações que mostravam o desequilíbrio entre a oferta e a procura, - (WMP – fev/2016 cotação US$ 1.890/tonelada e dez/2016 cotação US$ 3.593) -, impactos geopolíticos - (SMP – dificuldades na recuperação dos preços depois do embargo russo em agosto de 2014 e o fim das cotas em abril de 2015. A cotação caiu para US$ 1.658 a tonelada em maio de 2016, subiu para US$ 2.660 em janeiro de 2017, despencando em dezembro de 2017 para US$ 1.675 a tonelada, e ficando abaixo de US$ 2.000 a tonelada até o final de 2018) - ou tendências - (AMF, em março de 2016 foi cotada a US$ 3.014 a tonelada. Em maio de 2017 era vendida a mais de US$ 6.000 a tonelada, e nesse patamar ficou até junho de 2018, quando começou a desvalorização. O aumento do consumo gerado por pesquisas que desvinculavam o consumo de manteiga a doenças cardíacas levou à substituição de gorduras vegetais e margarinas por manteiga. No último ano a commodity vem sendo negociada em torno de US$ 4.000 a tonelada, com variações de US$ 200 para cima ou para baixo).

No Brasil o setor lácteo já passou três períodos distintos nesse início de século. O primeiro de 2005 a 2009, o segundo de 2010 a 2014, e o terceiro de 2015 a 2019.
O primeiro período foi o mais dinâmico do setor. A produção, captação e importações subiram 18%, 21% e 121%, respectivamente, fazendo com que o consumo per capita de produtos lácteos saltasse de 138 litros/ano para 158 litros em 2009.
No segundo período, a captação de leite pela indústria sobe 18%, e a produção cresce 11%, enquanto as importações aumentam pouco mais de 3%. A taxa de consumo per capita que havia sido de quase 14% no primeiro período, é reduzida para menos de 6%.
O terceiro período analisado as variações da produção, captação e importação são, respectivamente, 2,9%; 3,9% e 1%. O consumo per capita cai de 176 litros em 2014, para 172 em 2019.
O Selectus se orgulho de ter estado presente em todos os fatos aqui mencionados, e a Equipe Terra Viva agradece nossos leitores e parceiros que foram fundamentais para que essa nossa trajetória tenha tido êxito.
















